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Quando a literatura deixa de caber na programação oficial
Não estive em Paraty na semana passada. Ainda assim, passei os últimos dias acompanhando a Flip como quem caminha pela cidade. Li a cobertura da imprensa, assisti aos vídeos publicados pelos canais oficiais, acompanhei entrevistas e, principalmente, procurei ouvir as conversas que aconteciam fora dos auditórios. Aquela troca de impressões que raramente aparece na programação, mas costuma revelar muito sobre um evento. Foi desse lugar que nasceu este texto. Um esforço para reu
Claudia Taulois
28 de jul.4 min de leitura


A responsabilidade pela descoberta
Quem decide quais histórias têm a chance de ser encontradas? Há algo de mágico nos festivais literários. Poucos acontecimentos conseguem fazer o que eles fazem: transformar livros, normalmente silenciosos sobre uma estante, em conversas que ocupam cidades inteiras. Durante alguns dias, escritores encontram leitores. Debates saem das páginas para ganhar teatros, cafés, praças e ruas. A literatura deixa de ser um ato solitário para se tornar uma experiência coletiva. Talvez sej
Claudia Taulois
16 de jul.5 min de leitura
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