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Observo. Conecto. Escrevo.


Criatividade é talento. Repertório é combustível.
Li recentemente um texto sobre criatividade com o qual concordo em boa parte. Mas fiquei pensando em um ponto no qual faço uma pequena, porém importante, discordância. Não acho que criatividade seja apenas uma habilidade que se desenvolve com hábitos. Acho que ela também é talento. Há pessoas que têm uma capacidade particular de enxergar conexões, fazer associações improváveis, mudar perspectivas e encontrar possibilidades onde outras não encontram. Isso é talento. Mas talent
Claudia Taulois
há 1 dia2 min de leitura


A marca pagou para ser vista. E conseguiu ser odiada.
Como publicitária, com vasta experiência em comunicação, preciso falar sobre algo que me desagrada imensamente, tanto como profissional quanto como consumidora. E fico me perguntando: será que só eu estou enxergando isso? Estou falando das inserções comerciais durante as transmissões esportivas, especialmente quando a tela é dividida e a publicidade compromete a imagem e o som do jogo. Nós nos acostumamos com as interrupções comerciais. Gostemos ou não, aprendemos a conviver
Claudia Taulois
há 2 dias3 min de leitura


Quando o creator começa a vender, quem é o dono do canal?
Li uma notícia sobre a Centauro que me chamou atenção. A varejista esportiva já movimentou R$ 185 milhões em vendas por meio do social commerce, que hoje representa mais de 5% de suas vendas digitais. A expectativa é crescer mais de 50% este ano. Mas o número não foi o que mais me interessou. A Centauro criou uma plataforma própria para conectar creators, conteúdo, audiência, cliques e vendas. São mais de 600 influenciadores ligados ao esporte, mais de 15 milhões de visualiza
Claudia Taulois
há 3 dias2 min de leitura


Detesto ser repetitiva, mas...
Detesto ser repetitiva. Mas quando uma tendência grita, não dá para fingir que não está ouvindo. E os livros continuam gritando. Então, aproveitando a brincadeira do momento do “acho chique”, resolvi entrar no jogo. Porque, se tem uma coisa que hoje parece ter ganhado status de desejo, estilo e até luxo, são eles: os livros. Não é só impressão. A literatura já entrou no radar de algumas das marcas mais sofisticadas do mundo. A Miu Miu, por exemplo, criou em 2024 o Literary Cl
Claudia Taulois
há 4 dias2 min de leitura


Será que estamos chamando de estratégia aquilo que só conseguimos identificar depois que deu certo?
Quando uma empresa se destaca, costumamos procurar dentro dela a explicação. O produto. A estratégia. A liderança. O posicionamento. Mas existe uma parte da história que muitas vezes fica invisível: o ecossistema ao redor dela. E ele pode ser tão importante quanto aquilo que a empresa faz. Veja como isso aparece em universos completamente diferentes. Na tecnologia, a Apple não criou apenas aparelhos. Ao abrir espaço para desenvolvedores criarem aplicativos, formou uma rede em
Claudia Taulois
há 5 dias3 min de leitura


Não culpe o carteiro pela carta que você não gostou.
Como este é um espaço dedicado à comunicação e ao comportamento, considero importante trazer essa discussão para análise. A polêmica em torno da responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que circula nelas está crescendo. E, embora envolva tecnologia, regulação e liberdade de expressão, ela também diz muito sobre a maneira como nos comunicamos e, principalmente, sobre como reagimos ao que recebemos. A metáfora do carteiro ajuda a começar essa reflexão: não se deve culpar
Claudia Taulois
28 de ago.3 min de leitura


Que mundo queremos deixar para nossos filhos? Talvez ele comece pelas histórias que contamos a eles.
Que mundo queremos deixar para nossos filhos? A resposta costuma passar por educação, segurança, oportunidades, saúde, meio ambiente. Tudo isso importa. Existe, porém, uma dimensão menos visível dessa construção: o imaginário. Antes de compreender o mundo, a criança começa a formar uma ideia sobre ele. E isso acontece o tempo inteiro, nas conversas em casa, nas atitudes que observa, nas experiências que vive, nas pessoas com quem convive e nas histórias que acompanha. Imagine
Claudia Taulois
27 de ago.5 min de leitura


Os posts estão ficando menores. Mas será que nossa capacidade de pensar também está?
Tenho observado algo em diferentes redes sociais: posts menores parecem gerar mais engajamento do que conteúdos mais longos, mesmo quando estes estão organizados em slides e facilitam a leitura. Não é difícil entender por quê. As pessoas parecem cada vez menos dispostas a parar, ler, acompanhar um raciocínio e chegar até o final. E isso diz muito mais do que sobre o formato que funciona melhor nas redes. Diz sobre nossa capacidade de atenção e sobre a profundidade com que est
Claudia Taulois
27 de ago.3 min de leitura


Quem você seria sem medo do julgamento?
Li um texto do Rony Meisler que fala sobre o medo de passar vergonha e o quanto ele pode nos impedir de fazer coisas que poderiam mudar nossa vida e nossos negócios. Ele conta situações em que foi vaiado, criticado, rejeitado e até ridicularizado, e mostra como atravessar essas experiências foi parte importante da sua trajetória. Adorei a reflexão. E ela me fez pensar em uma outra dimensão da vergonha: o medo de ser visto. Porque, muitas vezes, não temos vergonha do que fazem
Claudia Taulois
26 de ago.2 min de leitura


E se o problema não fosse falta de dinheiro?
Recentemente escrevi sobre uma ideia que tem ficado cada vez mais forte para mim: e se o dinheiro começasse a procurar os projetos, e não apenas os caminhos tradicionais que hoje fazem a ponte entre projetos e capital? E agora, gostaria de acrescentar mais um elemento a esse raciocínio: o ecossistema. Porque mudar a direção do dinheiro é apenas uma parte da equação. Quando olhamos para uma cadeia de negócios, percebemos quantas oportunidades podem se perder simplesmente porqu
Claudia Taulois
25 de ago.2 min de leitura


Quando uma métrica ganha rosto
Existe uma métrica dos sites que, para a maioria das empresas, é apenas um número: o tempo que uma pessoa permanece navegando. Um levantamento recente com 115 sites encontrou uma mediana de 2 minutos e 42 segundos por sessão. Estou olhando agora para alguém que já está há 21 minutos no meu site. E confesso: estou feliz. Espero que não seja apenas uma aba esquecida aberta no computador. 😄 Mas pode ser que seja uma pessoa realmente navegando por ali. E, como tenho bastante con
Claudia Taulois
24 de ago.2 min de leitura


Qual é o seu maior luto: o que morreu naturalmente ou o que você deixou morrer?
Há coisas que terminam. E há coisas que a gente abandona antes que tenham a chance de acontecer. Às vezes, porque percebemos que não fazem mais sentido. Outras vezes, porque alguém nos convenceu de que não deveriam ser daquele jeito. É curioso como aprendemos a criticar e julgar quem tem muitas ideias. “Você precisa escolher um nicho.” “Precisa focar.” “Não dá para falar de tudo.” E existe verdade nisso. Foco é importante. Sem ele, ideias podem se espalhar tanto que nenhuma e
Claudia Taulois
21 de ago.3 min de leitura


E se o dinheiro começasse a procurar os projetos, e não mais apenas as instituições?
Não seria interessante que o dinheiro começasse a procurar os projetos, e não apenas editoras, produtoras, gravadoras, plataformas e outras instituições que tradicionalmente fazem essa seleção? Foi essa ideia que ficou na minha cabeça depois de ler uma análise de Randy Greenberg, produtor executivo da franquia Megatubarão e professor da UCLA. Ele começa com uma afirmação que parece contraditória: apesar da crise profunda de Hollywood, este pode ser um dos melhores momentos do
Claudia Taulois
20 de ago.4 min de leitura


O que um escritor revela sem perceber?
Uma vez, uma pessoa que havia lido um dos meus livros me perguntou: “Você não fica receosa do que as pessoas próximas podem pensar ao ler suas histórias?” Ela pensava especialmente no ambiente de trabalho. No chefe lendo uma cena mais picante. Em alguém conhecido reconhecer um comportamento de um personagem e pensar: “Será que ela é assim?” Sorrindo, respondi que não. Nunca escrevi sobre a minha vida. E basta olhar para as histórias que escrevi para perceber isso. Em Quarto
Claudia Taulois
19 de ago.4 min de leitura


E se o Brasil aprendesse a transformar cultura em valor?
Durante muito tempo, o luxo pareceu falar uma língua universal. Francês. Italiano. Europeu. As grandes marcas construíram muito mais do que produtos. Construíram códigos. Desejo. Status. História. Pertencimento. Uma bolsa nunca foi apenas uma bolsa. Um vestido nunca foi apenas um vestido. Havia uma narrativa por trás. Agora, alguma coisa está mudando. A China oferece um dos exemplos mais interessantes desse movimento. Consumidores que durante décadas enxergaram nas grandes ma
Claudia Taulois
18 de ago.6 min de leitura


Reputação: o que acontece quando parecer se torna uma profissão?
Antes de existir currículo, LinkedIn, Instagram ou aplicativo de relacionamento, já existia reputação. E ela provavelmente tinha muito mais a ver com sobrevivência do que com vaidade. Um estudo publicado pela Royal Society analisou registros etnográficos de 153 culturas e encontrou reputações associadas a diferentes dimensões da vida social: comportamento pró-social, status, sucesso material, conformidade com as normas do grupo, entre outras. Os autores tratam a reputação com
Claudia Taulois
17 de ago.5 min de leitura


Marcas e criadores: nenhum canal leva sozinho ao topo da montanha
Qual é o caminho para chegar ao topo? Essa pergunta vale para uma marca, para um criador de conteúdo, para um profissional que quer construir autoridade. E talvez o erro esteja justamente em procurar um caminho. Instagram? LinkedIn? YouTube? Newsletter? Podcast? Site? WhatsApp? Rádio? Cada um pode ajudar. Nenhum, sozinho, faz a escalada inteira. A base: ser encontrado Antes de construir autoridade, precisamos ser descobertos. É onde entram as redes sociais, a busca, os vídeos
Claudia Taulois
14 de ago.2 min de leitura


O mundo ideal de quem cria conteúdo
Existe um mundo ideal para quem produz conteúdo. Você tem uma audiência fiel, uma newsletter com milhares de assinantes, pessoas esperando pelo que você vai publicar. Nesse mundo, você pode se dar ao luxo de pensar mais. Uma ideia surge hoje. Você anota. Deixa amadurecer. Volta a ela depois de alguns dias. Corta o que não funciona. Encontra um ângulo melhor. Publica quando estiver pronto. E tudo bem. A audiência continua lá. É um ótimo modelo. Só que existe outra realidade: o
Claudia Taulois
13 de ago.2 min de leitura


O que um smartphone e um laboratório podem ensinar sobre comunicação?
Duas campanhas recentes chamaram minha atenção. A primeira veio da Apple. Como parte da plataforma Shot on iPhone, a empresa lançou, no México, a micro novela vertical Nido de Villanas, gravada inteiramente com o iPhone 17 Pro. Em vez de um comercial destacando câmera, zoom ou estabilização de imagem, a marca escolheu um formato que hoje faz parte da rotina de milhões de pessoas: episódios curtos, linguagem de entretenimento e uma narrativa inspirada nas tradicionais telenove
Claudia Taulois
12 de ago.3 min de leitura


Eu não estou vendo. Ou escolhi não ver?
Existe uma história muito repetida sobre os primeiros encontros entre europeus e povos indígenas: a de que eles não teriam conseguido enxergar os grandes navios porque não possuíam uma referência anterior para aquilo. A história, ao menos na forma como costuma ser contada, não encontra sustentação histórica suficiente. Mas a ideia por trás dela toca em algo verdadeiro sobre a percepção: não basta receber um estímulo para compreendê-lo. Precisamos de referências para interpret
Claudia Taulois
11 de ago.4 min de leitura
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