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Boas intenções nunca foram um protocolo de segurança
Durante décadas, aprendemos que algumas tecnologias não podem depender apenas da boa intenção de quem as desenvolve. Laboratórios que manipulam vírus altamente contagiosos possuem múltiplas barreiras de segurança. Instalações nucleares seguem protocolos rigorosos. A aviação comercial construiu uma cultura baseada em redundância, auditorias e investigação permanente de falhas. Não porque essas tecnologias "queiram" causar danos. Mas porque, quando o potencial de impacto cresce
Claudia Taulois
27 de jul.4 min de leitura


Surpresa... sou um robô
O Substack acaba de anunciar uma parceria com uma ferramenta de detecção de inteligência artificial. A justificativa parece simples: as pessoas têm o direito de saber se um texto foi escrito por um humano ou contou com a ajuda de IA. A reação, como era esperado, dividiu opiniões. Para uns, é uma medida de transparência. Para outros, o início de uma caça às bruxas contra qualquer autor que utilize inteligência artificial em alguma etapa do processo criativo. Faz sentido. Mas t
Claudia Taulois
24 de jul.2 min de leitura


Quando o coração deixou de acelerar?
Houve um tempo em que o amor começava devagar. Bastava uma troca de olhares para o coração disparar. Um sorriso discreto era suficiente para ocupar nossos pensamentos durante dias. O primeiro toque de mãos parecia um acontecimento. A promessa de uma ligação fazia a ansiedade crescer ao longo da tarde inteira. Cartas eram escritas. Bilhetes eram escondidos entre as páginas de um livro. E uma conversa ao telefone podia atravessar horas porque, mais do que ouvir palavras, quería
Claudia Taulois
14 de jul.6 min de leitura


Quando a escassez muda de lugar
Há algumas semanas, venho escrevendo sobre um movimento que parece atravessar diferentes setores da sociedade. Primeiro, ele apareceu na publicidade. Depois, na literatura. Na música. Na tecnologia. Fenômenos diferentes, mercados distintos, mas todos pareciam apontar para a mesma direção. Quando sinais semelhantes começam a surgir em lugares tão improváveis, gosto de fazer o exercício que dá sentido a este espaço: observar, conectar e escrever. Foi exatamente essa sensação qu
Claudia Taulois
10 de jul.3 min de leitura
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