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O vale invisível dos fenômenos
Sempre que alguém se torna um fenômeno, começa uma corrida para explicar o por quê. Uns dizem que foi talento. Outros juram que foi posicionamento. Há quem aponte o algoritmo, o marketing, a comunidade certa ou a estratégia perfeita. Nos últimos anos, também surgiu uma infinidade de especialistas prometendo exatamente isso: o método capaz de tirar qualquer pessoa do anonimato e levá-la ao sucesso. Confesso que nenhuma dessas explicações me convence completamente. Não porque e
Claudia Taulois
há 1 dia3 min de leitura


A responsabilidade pela descoberta
Quem decide quais histórias têm a chance de ser encontradas? Há algo de mágico nos festivais literários. Poucos acontecimentos conseguem fazer o que eles fazem: transformar livros, normalmente silenciosos sobre uma estante, em conversas que ocupam cidades inteiras. Durante alguns dias, escritores encontram leitores. Debates saem das páginas para ganhar teatros, cafés, praças e ruas. A literatura deixa de ser um ato solitário para se tornar uma experiência coletiva. Talvez sej
Claudia Taulois
16 de jul.5 min de leitura


Os vídeos de um minuto estão mudando o lugar do livro no mundo
Uma notícia vinda da Feira Internacional do Livro de Pequim chamou a atenção do mercado editorial por um movimento que, à primeira vista, parece apenas uma curiosidade de formato. Na China, histórias publicadas em plataformas digitais estão sendo transformadas em microdramas — vídeos de cerca de um minuto, criados para consumo rápido em celulares e redes sociais. Esses conteúdos ganham enorme alcance e, quando despertam forte interesse do público, seguem um caminho inesperado
Claudia Taulois
3 de jul.2 min de leitura


Por que os países que mais leem não são os que têm os maiores clubes do livro?
Quando observamos os clubes do livro mais influentes do mundo, a impressão inicial é clara: eles estão concentrados nos Estados Unidos. Oprah, Reese Witherspoon, Jenna Bush Hager e o Book of the Month moldaram a forma contemporânea de circulação da leitura. Mas essa é apenas uma parte da história. Quando cruzamos índices de leitura, estrutura do mercado editorial e formas de organização cultural, o que emerge é um mapa menos óbvio e mais interessante. Os países que mais leem
Claudia Taulois
30 de jun.2 min de leitura


Autoridade não se compra por capítulo. Ela se constrói por trajetória
Em um mundo cada vez mais orientado por títulos, selos, certificados e aparências, tornou-se comum encontrar promessas de autoridade embaladas como oportunidades imperdíveis. Uma delas está no crescimento dos livros colaborativos e coletâneas de coautoria. O modelo é conhecido: dezenas de profissionais são convidados a escrever um capítulo sobre suas experiências, trajetórias ou áreas de atuação. Em troca de uma taxa de participação, recebem um espaço na obra, alguns exemplar
Claudia Taulois
19 de jun.2 min de leitura


Toda história procura seu leitor
Escrever sempre foi a parte fácil. O verdadeiro desafio começou quando chegou a hora de encontrar as pessoas apropriadas para cada história. Toda história procura seu leitor. Pelo menos é nisso que acredito. Penso que existe alguém que precisa daquela mensagem, daquela reflexão, daquele personagem ou daquela emoção que um autor dedicou meses — às vezes anos — para construir. O desafio é que essas duas pontas nem sempre se encontram com facilidade. Escrever nunca foi meu maior
Claudia Taulois
8 de jun.3 min de leitura
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