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Uma importante mudança cultural: o que as histórias mais populares do mundo estão tentando nos dizer?
Durante anos, a transformação digital trouxe uma previsão quase inevitável: as histórias precisariam se adaptar a um mundo com cada vez menos tempo e mais estímulos. Os conteúdos ficariam menores e os ritmos seriam mais acelerados. As narrativas precisariam conquistar o público nos primeiros segundos. Essa lógica continua presente. As redes sociais, os vídeos curtos e o consumo fragmentado fazem parte da rotina de milhões de pessoas. Mas, ao mesmo tempo, outro movimento ganho
Claudia Taulois
31 de jul.5 min de leitura


As histórias que herdamos
Recentemente, comecei a assistir à saga da família Dutton por meio de 1883, 1923 e Yellowstone. Enquanto acompanhava cada episódio, percebi que não estava pensando apenas na história daquela família. Estava voltando para a minha. Muito antes de conhecer os Dutton, eu já vivia outra tradição. Meu pai era apaixonado por História. Conhecia batalhas, impérios, personagens e acontecimentos com uma profundidade que sempre me impressionou. Mas o que mais marcou minha infância não fo
Claudia Taulois
29 de jul.3 min de leitura


Quando todo mundo quer uma comunidade, talvez o diferencial volte a ser uma boa história
"Jogo de produtinho disfarçado de comunidade tem um monte por aí. Agora, fazer direito ninguém quer, né?" Li essa frase recentemente, acompanhada de dezenas de relatos semelhantes. Creators convidados para "eventos exclusivos" que nunca resultam em parceria. Produtos enviados com briefing, roteiro, exigências de figurino, maquiagem, aprovação de conteúdo... mas nenhuma remuneração. Tudo em nome de uma suposta comunidade. A crítica me chamou menos atenção do que a palavra esco
Claudia Taulois
23 de jul.3 min de leitura


O fio invisível que conecta cartas, livros, rádio e inteligência artificial
O fio invisível que conecta cartas, livros, rádio e inteligência artificial Os meios de comunicação mais duradouros não sobrevivem por causa da tecnologia. Sobrevivem porque continuam atendendo a necessidades humanas fundamentais. Quando pensamos na evolução da comunicação, é comum imaginarmos uma sucessão de invenções. A prensa revolucionou o acesso ao conhecimento. O rádio levou a informação para dentro das casas. A televisão acrescentou imagens às histórias. A internet eli
Claudia Taulois
15 de jul.4 min de leitura


Quando o coração deixou de acelerar?
Houve um tempo em que o amor começava devagar. Bastava uma troca de olhares para o coração disparar. Um sorriso discreto era suficiente para ocupar nossos pensamentos durante dias. O primeiro toque de mãos parecia um acontecimento. A promessa de uma ligação fazia a ansiedade crescer ao longo da tarde inteira. Cartas eram escritas. Bilhetes eram escondidos entre as páginas de um livro. E uma conversa ao telefone podia atravessar horas porque, mais do que ouvir palavras, quería
Claudia Taulois
14 de jul.6 min de leitura


Depois de um século celebrando o indivíduo, a cultura parece querer reunir as pessoas novamente
Enquanto a Copa do Mundo mobilizava bilhões de pessoas ao redor do planeta, o Cannes Lions reunia, na França, a indústria criativa para discutir o futuro da comunicação. À primeira vista, dois universos completamente diferentes. Mas uma reflexão da produtora executiva Fernanda Germek chamou minha atenção. Ao comentar os dois eventos, ela sugeriu que talvez tanto a Copa quanto Cannes sejam, acima de tudo, fábricas de pertencimento. A expressão ficou comigo, não apenas pela for
Claudia Taulois
7 de jul.4 min de leitura


Continuar também é uma forma de coragem
Existe uma parte da trajetória de escritores, artistas e criadores que raramente aparece nas entrevistas, nas redes sociais ou nas biografias de sucesso. A parte em que as contas chegam, que o reconhecimento demora e que é preciso conciliar sonhos e sobrevivência. É quando muitos desistem. E é impossível julgá-los. Criar exige tempo, e o tempo, quase sempre, precisa disputar espaço com as responsabilidades da vida. Talvez por isso eu admire tanto aqueles que permanecem. Não p
Claudia Taulois
23 de jun.2 min de leitura


Quantas das histórias em que acreditamos são realmente verdadeiras?
Tanto na vida quanto na arte, há algo que sempre me fascina: perceber como uma única revelação pode mudar completamente a forma como entendemos uma pessoa, uma família, um acontecimento ou até uma vida inteira. Porque, muitas vezes, não vivemos apenas os fatos. Vivemos as histórias que contamos sobre eles. Exemplos disso são dois filmes que vi recentemente. Em Aliados, estrelado por Brad Pitt, uma descoberta inesperada faz com que o protagonista seja obrigado a questionar tud
Claudia Taulois
22 de jun.3 min de leitura
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