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Eu não estou vendo. Ou escolhi não ver?
Existe uma história muito repetida sobre os primeiros encontros entre europeus e povos indígenas: a de que eles não teriam conseguido enxergar os grandes navios porque não possuíam uma referência anterior para aquilo. A história, ao menos na forma como costuma ser contada, não encontra sustentação histórica suficiente. Mas a ideia por trás dela toca em algo verdadeiro sobre a percepção: não basta receber um estímulo para compreendê-lo. Precisamos de referências para interpret
Claudia Taulois
11 de ago.4 min de leitura


O que nenhuma inteligência artificial pode recriar
A diferença entre uma voz e uma consciência Há notícias que parecem isoladas. Mas raramente são. Quando observadas com alguma distância, começam a revelar um padrão. É justamente nesses padrões que gosto de prestar atenção. Foi isso que aconteceu quando li sobre a chamada necromancia digital. À primeira vista, trata-se de mais um avanço da inteligência artificial: sistemas capazes de reconstruir a voz, a imagem e a forma de se expressar de pessoas que já morreram, utilizando
Claudia Taulois
20 de jul.4 min de leitura
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