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O vale invisível dos fenômenos
Sempre que alguém se torna um fenômeno, começa uma corrida para explicar o por quê. Uns dizem que foi talento. Outros juram que foi posicionamento. Há quem aponte o algoritmo, o marketing, a comunidade certa ou a estratégia perfeita. Nos últimos anos, também surgiu uma infinidade de especialistas prometendo exatamente isso: o método capaz de tirar qualquer pessoa do anonimato e levá-la ao sucesso. Confesso que nenhuma dessas explicações me convence completamente. Não porque e
Claudia Taulois
há 1 dia3 min de leitura


Quando o coração deixou de acelerar?
Houve um tempo em que o amor começava devagar. Bastava uma troca de olhares para o coração disparar. Um sorriso discreto era suficiente para ocupar nossos pensamentos durante dias. O primeiro toque de mãos parecia um acontecimento. A promessa de uma ligação fazia a ansiedade crescer ao longo da tarde inteira. Cartas eram escritas. Bilhetes eram escondidos entre as páginas de um livro. E uma conversa ao telefone podia atravessar horas porque, mais do que ouvir palavras, quería
Claudia Taulois
14 de jul.6 min de leitura


Certificado de origem: humano
Tenho o hábito de observar fatos, conectar padrões e escrever sobre as transformações do nosso tempo. É quase como costurar uma colcha de retalhos. Cada notícia, cada campanha, cada comportamento é apenas um pedaço de tecido. Sozinho, diz pouco. Mas, quando costurado a tantos outros, começa a revelar um desenho maior. Nas últimas semanas, alguns desses retalhos vieram da publicidade. Outros da literatura, da música, da tecnologia e até de um mercado tão improvável quanto o da
Claudia Taulois
13 de jul.3 min de leitura


Quando a escassez muda de lugar
Há algumas semanas, venho escrevendo sobre um movimento que parece atravessar diferentes setores da sociedade. Primeiro, ele apareceu na publicidade. Depois, na literatura. Na música. Na tecnologia. Fenômenos diferentes, mercados distintos, mas todos pareciam apontar para a mesma direção. Quando sinais semelhantes começam a surgir em lugares tão improváveis, gosto de fazer o exercício que dá sentido a este espaço: observar, conectar e escrever. Foi exatamente essa sensação qu
Claudia Taulois
10 de jul.3 min de leitura
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