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Muitas opções, poucos vínculos?
Durante muito tempo, o crescimento das empresas foi associado à capacidade de conquistar novos clientes. Mais campanhas, mais investimentos em aquisição, mais conversões. Mas existe uma questão fundamental nessa equação: de que adianta ampliar a carteira se os clientes não encontram motivos para permanecer? Em artigo publicado no Mundo do Marketing, Ana Flávia Martins, CMO da Algar, chama a atenção para essa questão. O crescimento sustentável não depende apenas de conquistar
Claudia Taulois
há 12 horas2 min de leitura


Para os amigos, tudo. Para os inimigos, nada.
Não é apenas sobre o que se fala, mas sobre quem fala, quem faz e quem será atingido. Uma notícia falsa é desinformação quando prejudica o nosso lado, mas vira um equívoco quando nos favorece. Um benefício público é política social quando concedido por quem apoiamos, mas oportunismo eleitoral quando vem do adversário. A liberdade de expressão é um direito inegociável até que alguém diga algo de que discordamos. A régua muda conforme a conveniência. E o princípio, que deveria
Claudia Taulois
há 1 dia3 min de leitura


Eu e a IA: uma relação em construção
Não é porque amo alguém, seja meu pai, meu filho, meu marido ou um amigo, que preciso concordar com tudo o que dizem. Relações são construídas com diálogo, respeito, confiança e, também, divergências. Saber ouvir não significa aceitar. Discordar não significa deixar de amar. Assim é também a minha relação com a inteligência artificial. Ela consegue processar informações, relacionar conhecimentos e realizar pesquisas em uma velocidade impressionante. Mas isso não significa que
Claudia Taulois
há 6 dias2 min de leitura


A vida imita a arte ou a arte imita a vida?
Minha experiência com comunicação e meu interesse pelo comportamento humano me ensinaram a observar não apenas o que as pessoas dizem, mas também as ideias que ganham espaço, as narrativas que se repetem e as mudanças que, pouco a pouco, passam a fazer parte do cotidiano. Há uma pergunta que desperta minha curiosidade: a vida imita a arte ou a arte imita a vida? Filmes e séries frequentemente apresentam situações que parecem improváveis ou próprias de um futuro distante. Anos
Claudia Taulois
13 de out.4 min de leitura


Quando a conveniência vira princípio. Somos todos hipócritas?
Talvez uma das formas mais perigosas de hipocrisia seja aquela que consegue se apresentar como princípio. Não é simplesmente mentir. É defender uma ideia quando ela nos favorece e encontrar uma justificativa para abandoná-la quando a situação se inverte. Quando o lado muda, adapta o argumento. Se o interesse se modifca, transforma o discurso. E, algumas vezes, muda também a régua com que julgamos o certo e o errado. A hipocrisia não nasceu com as redes sociais, com a política
Claudia Taulois
13 de out.7 min de leitura


Você ainda se sente desejado? Saiba que esse não é um problema só seu.
A Nike está tentando recuperar uma coisa que nenhuma estratégia consegue fabricar facilmente: desejo. A marca continua enorme. Continua reconhecida, tendo história, tecnologia, atletas, produtos icônicos e uma das identidades mais fortes do mundo. Mas isso não tem sido suficiente. No primeiro trimestre fiscal de 2027, a receita caiu 4%, para US$ 11,2 bilhões. Na China, as vendas recuaram 22% e já são nove trimestres consecutivos de queda. A Jordan, que representa 13% do negóc
Claudia Taulois
7 de out.3 min de leitura


Você mudou. E ainda bem.
Uma análise publicada pelo Mercado & Consumo me chamou a atenção por uma frase provocadora: “Estamos saindo da era dos dashboards.” A afirmação aparece em uma discussão sobre a transformação do varejo com Inteligência Artificial e parte de um problema bastante conhecido por quem trabalha com dados: o excesso de informação que, em vez de facilitar a decisão, pode acabar consumindo tempo demais para ser interpretado. O artigo recorre ao conceito de dashboard hell, citado pela M
Claudia Taulois
6 de out.3 min de leitura


O que é justiça para você?
Ser tratado da mesma maneira que os outros? Receber aquilo que você considera que merece? Ter as mesmas oportunidades? Saber que as mesmas regras valem para todos? A pergunta parece simples até chegar a uma situação em que o resultado não nos favorece. E é justamente aí que justiça se encontra com comportamento, comunicação e cultura. Porque a forma como entendemos justiça aparece nas relações que construímos, nas regras que criamos, nas decisões que tomamos e na maneira como
Claudia Taulois
2 de out.6 min de leitura


O público não é burro. E o subtexto também comunica.
Durante muito tempo, uma recomendação parecia quase uma regra de convivência: não discuta política, religião ou futebol. Não porque esses assuntos sejam necessariamente proibidos, mas porque eles mexem com algo que vai muito além de opinião. Mexem com identidade, pertencimento, valores, memória e, muitas vezes, com aquilo que as pessoas sentem que precisam defender. Na comunicação, isso ganha outra dimensão. Porque uma marca pode dizer uma coisa e o público entender outra. E
Claudia Taulois
1 de out.5 min de leitura


Você nega o óbvio?
Às vezes, o problema não é falta de informação. Os sinais estão ali. A mudança de comportamento. A queda nos resultados. O afastamento. As reclamações. O desgaste. A repetição dos mesmos conflitos. Nós percebemos. Só não gostamos da resposta que eles estão dando. E talvez essa seja uma das razões pelas quais insistimos tanto em determinadas situações. Porque reconhecer o que está acontecendo pode exigir algo que não queremos fazer: mudar de rota, admitir um erro, abrir mão de
Claudia Taulois
25 de set.4 min de leitura


Frio é psicológico. Tempo também?
Não exatamente. O relógio não negocia. Uma hora tem 60 minutos para todo mundo. Mas a relação que temos com o tempo é bastante relativa. Há pessoas que vivem tão ocupadas que mal conseguem parar para pesquisar, ler, estudar ou acompanhar o que acontece ao seu redor. E há outras que, justamente por terem pouco tempo, aprendem a aproveitá-lo melhor. Selecionam, priorizam, otimizam. O paradoxo é que também existe quem tenha tempo de sobra e se perca nele. Em 2024, uma pesquisa d
Claudia Taulois
25 de set.2 min de leitura


Quando o passado vira negócio, o que não pode ser perdido?
Há um movimento interessante acontecendo no entretenimento. Livros que conquistaram leitores anos atrás estão ganhando novas vidas nas telas. Romances que durante muito tempo foram tratados como literatura menor hoje movimentam streamings, fandoms, eventos, produtos e milhões de espectadores. Não é difícil entender o interesse. Uma história que já encontrou seu público chega à tela acompanhada de algo que qualquer produtor gostaria de ter: uma comunidade emocionalmente envolv
Claudia Taulois
23 de set.4 min de leitura


A marca pagou para ser vista. E conseguiu ser odiada.
Como publicitária, com vasta experiência em comunicação, preciso falar sobre algo que me desagrada imensamente, tanto como profissional quanto como consumidora. E fico me perguntando: será que só eu estou enxergando isso? Estou falando das inserções comerciais durante as transmissões esportivas, especialmente quando a tela é dividida e a publicidade compromete a imagem e o som do jogo. Nós nos acostumamos com as interrupções comerciais. Gostemos ou não, aprendemos a conviver
Claudia Taulois
3 de set.3 min de leitura


Não culpe o carteiro pela carta que você não gostou.
Como este é um espaço dedicado à comunicação e ao comportamento, considero importante trazer essa discussão para análise. A polêmica em torno da responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que circula nelas está crescendo. E, embora envolva tecnologia, regulação e liberdade de expressão, ela também diz muito sobre a maneira como nos comunicamos e, principalmente, sobre como reagimos ao que recebemos. A metáfora do carteiro ajuda a começar essa reflexão: não se deve culpar
Claudia Taulois
28 de ago.3 min de leitura


Quem você seria sem medo do julgamento?
Li um texto do Rony Meisler que fala sobre o medo de passar vergonha e o quanto ele pode nos impedir de fazer coisas que poderiam mudar nossa vida e nossos negócios. Ele conta situações em que foi vaiado, criticado, rejeitado e até ridicularizado, e mostra como atravessar essas experiências foi parte importante da sua trajetória. Adorei a reflexão. E ela me fez pensar em uma outra dimensão da vergonha: o medo de ser visto. Porque, muitas vezes, não temos vergonha do que fazem
Claudia Taulois
26 de ago.2 min de leitura


Reputação: o que acontece quando parecer se torna uma profissão?
Antes de existir currículo, LinkedIn, Instagram ou aplicativo de relacionamento, já existia reputação. E ela provavelmente tinha muito mais a ver com sobrevivência do que com vaidade. Um estudo publicado pela Royal Society analisou registros etnográficos de 153 culturas e encontrou reputações associadas a diferentes dimensões da vida social: comportamento pró-social, status, sucesso material, conformidade com as normas do grupo, entre outras. Os autores tratam a reputação com
Claudia Taulois
17 de ago.5 min de leitura


Eu não estou vendo. Ou escolhi não ver?
Existe uma história muito repetida sobre os primeiros encontros entre europeus e povos indígenas: a de que eles não teriam conseguido enxergar os grandes navios porque não possuíam uma referência anterior para aquilo. A história, ao menos na forma como costuma ser contada, não encontra sustentação histórica suficiente. Mas a ideia por trás dela toca em algo verdadeiro sobre a percepção: não basta receber um estímulo para compreendê-lo. Precisamos de referências para interpret
Claudia Taulois
11 de ago.4 min de leitura


A adaptação trai a obra ou apenas muda a linguagem?
A estreia de A Odisseia, adaptação cinematográfica do poema atribuído a Homero, reacendeu um debate que parece inevitável sempre que um grande clássico chega às telas. Antes mesmo de o filme estrear, as redes sociais já discutiam escolhas de elenco, mudanças na narrativa e o quanto a produção seria — ou não — fiel ao texto original. No meio de tantas opiniões, uma frase voltou a aparecer como se fosse uma verdade absoluta: "O livro é sempre melhor." Ela atravessa gerações e c
Claudia Taulois
30 de jul.3 min de leitura


O vale invisível dos fenômenos
Sempre que alguém se torna um fenômeno, começa uma corrida para explicar o por quê. Uns dizem que foi talento. Outros juram que foi posicionamento. Há quem aponte o algoritmo, o marketing, a comunidade certa ou a estratégia perfeita. Nos últimos anos, também surgiu uma infinidade de especialistas prometendo exatamente isso: o método capaz de tirar qualquer pessoa do anonimato e levá-la ao sucesso. Confesso que nenhuma dessas explicações me convence completamente. Não porque e
Claudia Taulois
22 de jul.3 min de leitura


Quando o coração deixou de acelerar?
Houve um tempo em que o amor começava devagar. Bastava uma troca de olhares para o coração disparar. Um sorriso discreto era suficiente para ocupar nossos pensamentos durante dias. O primeiro toque de mãos parecia um acontecimento. A promessa de uma ligação fazia a ansiedade crescer ao longo da tarde inteira. Cartas eram escritas. Bilhetes eram escondidos entre as páginas de um livro. E uma conversa ao telefone podia atravessar horas porque, mais do que ouvir palavras, quería
Claudia Taulois
14 de jul.6 min de leitura
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