top of page


O que um escritor revela sem perceber?
Uma vez, uma pessoa que havia lido um dos meus livros me perguntou: “Você não fica receosa do que as pessoas próximas podem pensar ao ler suas histórias?” Ela pensava especialmente no ambiente de trabalho. No chefe lendo uma cena mais picante. Em alguém conhecido reconhecer um comportamento de um personagem e pensar: “Será que ela é assim?” Sorrindo, respondi que não. Nunca escrevi sobre a minha vida. E basta olhar para as histórias que escrevi para perceber isso. Em Quarto
Claudia Taulois
19 de ago.4 min de leitura


A responsabilidade pela descoberta
Quem decide quais histórias têm a chance de ser encontradas? Há algo de mágico nos festivais literários. Poucos acontecimentos conseguem fazer o que eles fazem: transformar livros, normalmente silenciosos sobre uma estante, em conversas que ocupam cidades inteiras. Durante alguns dias, escritores encontram leitores. Debates saem das páginas para ganhar teatros, cafés, praças e ruas. A literatura deixa de ser um ato solitário para se tornar uma experiência coletiva. Talvez sej
Claudia Taulois
16 de jul.5 min de leitura


Os vídeos de um minuto estão mudando o lugar do livro no mundo
Uma notícia vinda da Feira Internacional do Livro de Pequim chamou a atenção do mercado editorial por um movimento que, à primeira vista, parece apenas uma curiosidade de formato. Na China, histórias publicadas em plataformas digitais estão sendo transformadas em microdramas — vídeos de cerca de um minuto, criados para consumo rápido em celulares e redes sociais. Esses conteúdos ganham enorme alcance e, quando despertam forte interesse do público, seguem um caminho inesperado
Claudia Taulois
3 de jul.2 min de leitura


O que permanece quando a última página termina?
Algumas experiências simplesmente não aceitam ser aceleradas. Nos últimos meses, uma tendência curiosa começou a chamar a atenção. Entre a Geração Z, os livros físicos voltaram a ganhar espaço. Os fones com fio, que pareciam destinados aos museus da tecnologia, também estão reaparecendo. Em um mundo cada vez mais digital, conectado e acelerado, cresce o interesse justamente por objetos que exigem menos tecnologia e mais presença. Há quem explique esse movimento pela nostalgia
Claudia Taulois
2 de jul.3 min de leitura


Os meios passam. As histórias permanecem
O telégrafo desapareceu. As locadoras desapareceram. Os livros continuaram. Em 1997, uma multa de US$ 40 por atraso na devolução de um filme ajudou a dar origem à Netflix. Anos depois, a empresa faria algo ainda mais surpreendente: abandonaria um modelo que era lucrativo para apostar em outro antes que alguém o fizesse por ela. A história é conhecida. Mas ela revela algo muito maior do que a transformação de uma empresa. Ela mostra um padrão que acompanha a humanidade há milh
Claudia Taulois
26 de jun.2 min de leitura


Continuar também é uma forma de coragem
Existe uma parte da trajetória de escritores, artistas e criadores que raramente aparece nas entrevistas, nas redes sociais ou nas biografias de sucesso. A parte em que as contas chegam, que o reconhecimento demora e que é preciso conciliar sonhos e sobrevivência. É quando muitos desistem. E é impossível julgá-los. Criar exige tempo, e o tempo, quase sempre, precisa disputar espaço com as responsabilidades da vida. Talvez por isso eu admire tanto aqueles que permanecem. Não p
Claudia Taulois
23 de jun.2 min de leitura
bottom of page