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A responsabilidade pela descoberta
Quem decide quais histórias têm a chance de ser encontradas? Há algo de mágico nos festivais literários. Poucos acontecimentos conseguem fazer o que eles fazem: transformar livros, normalmente silenciosos sobre uma estante, em conversas que ocupam cidades inteiras. Durante alguns dias, escritores encontram leitores. Debates saem das páginas para ganhar teatros, cafés, praças e ruas. A literatura deixa de ser um ato solitário para se tornar uma experiência coletiva. Talvez sej
Claudia Taulois
16 de jul.5 min de leitura


Os vídeos de um minuto estão mudando o lugar do livro no mundo
Uma notícia vinda da Feira Internacional do Livro de Pequim chamou a atenção do mercado editorial por um movimento que, à primeira vista, parece apenas uma curiosidade de formato. Na China, histórias publicadas em plataformas digitais estão sendo transformadas em microdramas — vídeos de cerca de um minuto, criados para consumo rápido em celulares e redes sociais. Esses conteúdos ganham enorme alcance e, quando despertam forte interesse do público, seguem um caminho inesperado
Claudia Taulois
3 de jul.2 min de leitura


O que permanece quando a última página termina?
Algumas experiências simplesmente não aceitam ser aceleradas. Nos últimos meses, uma tendência curiosa começou a chamar a atenção. Entre a Geração Z, os livros físicos voltaram a ganhar espaço. Os fones com fio, que pareciam destinados aos museus da tecnologia, também estão reaparecendo. Em um mundo cada vez mais digital, conectado e acelerado, cresce o interesse justamente por objetos que exigem menos tecnologia e mais presença. Há quem explique esse movimento pela nostalgia
Claudia Taulois
2 de jul.3 min de leitura


Os meios passam. As histórias permanecem
O telégrafo desapareceu. As locadoras desapareceram. Os livros continuaram. Em 1997, uma multa de US$ 40 por atraso na devolução de um filme ajudou a dar origem à Netflix. Anos depois, a empresa faria algo ainda mais surpreendente: abandonaria um modelo que era lucrativo para apostar em outro antes que alguém o fizesse por ela. A história é conhecida. Mas ela revela algo muito maior do que a transformação de uma empresa. Ela mostra um padrão que acompanha a humanidade há milh
Claudia Taulois
26 de jun.2 min de leitura


Os rituais secretos por trás das histórias que amamos
Quando lemos um romance que nos emociona ou uma história que parece ter surgido pronta na mente de alguém, é fácil imaginar que escritores vivem à espera de momentos de inspiração. Como se as palavras simplesmente aparecessem. Mas, ao ouvir autores de diferentes épocas, países e estilos, percebe-se algo curioso: por trás de cada livro existe menos magia do que método, menos inspiração do que persistência. Recentemente, ao responder a uma pergunta do Clube do Livro da Reese Wi
Claudia Taulois
25 de jun.3 min de leitura


Continuar também é uma forma de coragem
Existe uma parte da trajetória de escritores, artistas e criadores que raramente aparece nas entrevistas, nas redes sociais ou nas biografias de sucesso. A parte em que as contas chegam, que o reconhecimento demora e que é preciso conciliar sonhos e sobrevivência. É quando muitos desistem. E é impossível julgá-los. Criar exige tempo, e o tempo, quase sempre, precisa disputar espaço com as responsabilidades da vida. Talvez por isso eu admire tanto aqueles que permanecem. Não p
Claudia Taulois
23 de jun.2 min de leitura


Quantas das histórias em que acreditamos são realmente verdadeiras?
Tanto na vida quanto na arte, há algo que sempre me fascina: perceber como uma única revelação pode mudar completamente a forma como entendemos uma pessoa, uma família, um acontecimento ou até uma vida inteira. Porque, muitas vezes, não vivemos apenas os fatos. Vivemos as histórias que contamos sobre eles. Exemplos disso são dois filmes que vi recentemente. Em Aliados, estrelado por Brad Pitt, uma descoberta inesperada faz com que o protagonista seja obrigado a questionar tud
Claudia Taulois
22 de jun.3 min de leitura


Autoridade não se compra por capítulo. Ela se constrói por trajetória
Em um mundo cada vez mais orientado por títulos, selos, certificados e aparências, tornou-se comum encontrar promessas de autoridade embaladas como oportunidades imperdíveis. Uma delas está no crescimento dos livros colaborativos e coletâneas de coautoria. O modelo é conhecido: dezenas de profissionais são convidados a escrever um capítulo sobre suas experiências, trajetórias ou áreas de atuação. Em troca de uma taxa de participação, recebem um espaço na obra, alguns exemplar
Claudia Taulois
19 de jun.2 min de leitura
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