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Você mudou. E ainda bem.
Uma análise publicada pelo Mercado & Consumo me chamou a atenção por uma frase provocadora: “Estamos saindo da era dos dashboards.” A afirmação aparece em uma discussão sobre a transformação do varejo com Inteligência Artificial e parte de um problema bastante conhecido por quem trabalha com dados: o excesso de informação que, em vez de facilitar a decisão, pode acabar consumindo tempo demais para ser interpretado. O artigo recorre ao conceito de dashboard hell, citado pela M
Claudia Taulois
6 de out.3 min de leitura


Boas intenções nunca foram um protocolo de segurança
Durante décadas, aprendemos que algumas tecnologias não podem depender apenas da boa intenção de quem as desenvolve. Laboratórios que manipulam vírus altamente contagiosos possuem múltiplas barreiras de segurança. Instalações nucleares seguem protocolos rigorosos. A aviação comercial construiu uma cultura baseada em redundância, auditorias e investigação permanente de falhas. Não porque essas tecnologias "queiram" causar danos. Mas porque, quando o potencial de impacto cresce
Claudia Taulois
27 de jul.4 min de leitura


Surpresa... sou um robô
O Substack acaba de anunciar uma parceria com uma ferramenta de detecção de inteligência artificial. A justificativa parece simples: as pessoas têm o direito de saber se um texto foi escrito por um humano ou contou com a ajuda de IA. A reação, como era esperado, dividiu opiniões. Para uns, é uma medida de transparência. Para outros, o início de uma caça às bruxas contra qualquer autor que utilize inteligência artificial em alguma etapa do processo criativo. Faz sentido. Mas t
Claudia Taulois
24 de jul.2 min de leitura


O que nenhuma inteligência artificial pode recriar
A diferença entre uma voz e uma consciência Há notícias que parecem isoladas. Mas raramente são. Quando observadas com alguma distância, começam a revelar um padrão. É justamente nesses padrões que gosto de prestar atenção. Foi isso que aconteceu quando li sobre a chamada necromancia digital. À primeira vista, trata-se de mais um avanço da inteligência artificial: sistemas capazes de reconstruir a voz, a imagem e a forma de se expressar de pessoas que já morreram, utilizando
Claudia Taulois
20 de jul.4 min de leitura


Quando a escassez muda de lugar
Há algumas semanas, venho escrevendo sobre um movimento que parece atravessar diferentes setores da sociedade. Primeiro, ele apareceu na publicidade. Depois, na literatura. Na música. Na tecnologia. Fenômenos diferentes, mercados distintos, mas todos pareciam apontar para a mesma direção. Quando sinais semelhantes começam a surgir em lugares tão improváveis, gosto de fazer o exercício que dá sentido a este espaço: observar, conectar e escrever. Foi exatamente essa sensação qu
Claudia Taulois
10 de jul.3 min de leitura


Se nunca produzimos tanta cultura, por que está cada vez mais difícil surgir um novo grande nome?
Existe um fenômeno curioso acontecendo na economia criativa. Ele aparece nas paradas musicais, nos festivais, nas listas de livros mais vendidos, nas plataformas de streaming, na publicidade e até nas discussões sobre inteligência artificial. À primeira vista, parecem assuntos desconectados. Mas todos apontam para a mesma pergunta: por que, em uma época que produz tanto conteúdo, é tão difícil ver surgir novos fenômenos culturais? Nos últimos meses, diferentes estudos e repor
Claudia Taulois
8 de jul.3 min de leitura


Os vídeos de um minuto estão mudando o lugar do livro no mundo
Uma notícia vinda da Feira Internacional do Livro de Pequim chamou a atenção do mercado editorial por um movimento que, à primeira vista, parece apenas uma curiosidade de formato. Na China, histórias publicadas em plataformas digitais estão sendo transformadas em microdramas — vídeos de cerca de um minuto, criados para consumo rápido em celulares e redes sociais. Esses conteúdos ganham enorme alcance e, quando despertam forte interesse do público, seguem um caminho inesperado
Claudia Taulois
3 de jul.2 min de leitura
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