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Quando todo mundo quer uma comunidade, talvez o diferencial volte a ser uma boa história
"Jogo de produtinho disfarçado de comunidade tem um monte por aí. Agora, fazer direito ninguém quer, né?" Li essa frase recentemente, acompanhada de dezenas de relatos semelhantes. Creators convidados para "eventos exclusivos" que nunca resultam em parceria. Produtos enviados com briefing, roteiro, exigências de figurino, maquiagem, aprovação de conteúdo... mas nenhuma remuneração. Tudo em nome de uma suposta comunidade. A crítica me chamou menos atenção do que a palavra esco
Claudia Taulois
há 5 horas3 min de leitura


O vale invisível dos fenômenos
Sempre que alguém se torna um fenômeno, começa uma corrida para explicar o por quê. Uns dizem que foi talento. Outros juram que foi posicionamento. Há quem aponte o algoritmo, o marketing, a comunidade certa ou a estratégia perfeita. Nos últimos anos, também surgiu uma infinidade de especialistas prometendo exatamente isso: o método capaz de tirar qualquer pessoa do anonimato e levá-la ao sucesso. Confesso que nenhuma dessas explicações me convence completamente. Não porque e
Claudia Taulois
há 1 dia3 min de leitura


A quem pertence a última palavra?
Mais uma notícia sobre inteligência artificial me causou certo desconforto. Não pelo avanço da tecnologia. A história da humanidade sempre foi marcada por grandes transformações, e aprender a conviver com elas faz parte da nossa evolução. O desconforto veio de outro lugar. Um escritor vencedor de um importante prêmio literário foi acusado de usar inteligência artificial porque detectores concluíram que seu texto apresentava características de uma produção feita por IA. O auto
Claudia Taulois
há 2 dias3 min de leitura


O que nenhuma inteligência artificial pode recriar
A diferença entre uma voz e uma consciência Há notícias que parecem isoladas. Mas raramente são. Quando observadas com alguma distância, começam a revelar um padrão. É justamente nesses padrões que gosto de prestar atenção. Foi isso que aconteceu quando li sobre a chamada necromancia digital. À primeira vista, trata-se de mais um avanço da inteligência artificial: sistemas capazes de reconstruir a voz, a imagem e a forma de se expressar de pessoas que já morreram, utilizando
Claudia Taulois
há 3 dias4 min de leitura


O fio invisível que conecta cartas, livros, rádio e inteligência artificial
O fio invisível que conecta cartas, livros, rádio e inteligência artificial Os meios de comunicação mais duradouros não sobrevivem por causa da tecnologia. Sobrevivem porque continuam atendendo a necessidades humanas fundamentais. Quando pensamos na evolução da comunicação, é comum imaginarmos uma sucessão de invenções. A prensa revolucionou o acesso ao conhecimento. O rádio levou a informação para dentro das casas. A televisão acrescentou imagens às histórias. A internet eli
Claudia Taulois
15 de jul.4 min de leitura


Se nunca produzimos tanta cultura, por que está cada vez mais difícil surgir um novo grande nome?
Existe um fenômeno curioso acontecendo na economia criativa. Ele aparece nas paradas musicais, nos festivais, nas listas de livros mais vendidos, nas plataformas de streaming, na publicidade e até nas discussões sobre inteligência artificial. À primeira vista, parecem assuntos desconectados. Mas todos apontam para a mesma pergunta: por que, em uma época que produz tanto conteúdo, é tão difícil ver surgir novos fenômenos culturais? Nos últimos meses, diferentes estudos e repor
Claudia Taulois
8 de jul.3 min de leitura


Por que os países que mais leem não são os que têm os maiores clubes do livro?
Quando observamos os clubes do livro mais influentes do mundo, a impressão inicial é clara: eles estão concentrados nos Estados Unidos. Oprah, Reese Witherspoon, Jenna Bush Hager e o Book of the Month moldaram a forma contemporânea de circulação da leitura. Mas essa é apenas uma parte da história. Quando cruzamos índices de leitura, estrutura do mercado editorial e formas de organização cultural, o que emerge é um mapa menos óbvio e mais interessante. Os países que mais leem
Claudia Taulois
30 de jun.2 min de leitura


Antes de vender um produto, construa uma conversa
Nos últimos dias, acompanhei algumas discussões sobre o crescimento da CazéTV. Como muitas pessoas, me perguntei como um projeto que nasceu na internet conseguiu, em tão pouco tempo, disputar espaço com empresas que levaram décadas para construir suas marcas. É fácil olhar para o presente e enxergar apenas os grandes contratos, os direitos de transmissão, os eventos internacionais e os milhões de espectadores. Mas existe um aspecto dessa história que me chama a atenção. Olhan
Claudia Taulois
17 de jun.3 min de leitura
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