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Detesto ser repetitiva, mas...
Detesto ser repetitiva. Mas quando uma tendência grita, não dá para fingir que não está ouvindo. E os livros continuam gritando. Então, aproveitando a brincadeira do momento do “acho chique”, resolvi entrar no jogo. Porque, se tem uma coisa que hoje parece ter ganhado status de desejo, estilo e até luxo, são eles: os livros. Não é só impressão. A literatura já entrou no radar de algumas das marcas mais sofisticadas do mundo. A Miu Miu, por exemplo, criou em 2024 o Literary Cl
Claudia Taulois
1 de set.2 min de leitura


Quando termina a vida de um livro?
Vivemos em uma cultura que celebra o lançamento. Esperamos ansiosamente pelo próximo livro, pela próxima série, pelo próximo filme, pela próxima tendência. Tudo parece ter data para nascer, ocupar as vitrines por um breve período e, logo depois, ceder espaço ao que vem em seguida. Mas, na verdade: quando termina, de fato, a vida de um livro? A resposta mais óbvia seria dizer que ela termina quando o livro deixa de ser vendido. Quando sai do catálogo da editora, quando as livr
Claudia Taulois
7 de ago.2 min de leitura


Uma importante mudança cultural: o que as histórias mais populares do mundo estão tentando nos dizer?
Durante anos, a transformação digital trouxe uma previsão quase inevitável: as histórias precisariam se adaptar a um mundo com cada vez menos tempo e mais estímulos. Os conteúdos ficariam menores e os ritmos seriam mais acelerados. As narrativas precisariam conquistar o público nos primeiros segundos. Essa lógica continua presente. As redes sociais, os vídeos curtos e o consumo fragmentado fazem parte da rotina de milhões de pessoas. Mas, ao mesmo tempo, outro movimento ganho
Claudia Taulois
31 de jul.5 min de leitura


Quando a literatura deixa de caber na programação oficial
Não estive em Paraty na semana passada. Ainda assim, passei os últimos dias acompanhando a Flip como quem caminha pela cidade. Li a cobertura da imprensa, assisti aos vídeos publicados pelos canais oficiais, acompanhei entrevistas e, principalmente, procurei ouvir as conversas que aconteciam fora dos auditórios. Aquela troca de impressões que raramente aparece na programação, mas costuma revelar muito sobre um evento. Foi desse lugar que nasceu este texto. Um esforço para reu
Claudia Taulois
28 de jul.4 min de leitura


A responsabilidade pela descoberta
Quem decide quais histórias têm a chance de ser encontradas? Há algo de mágico nos festivais literários. Poucos acontecimentos conseguem fazer o que eles fazem: transformar livros, normalmente silenciosos sobre uma estante, em conversas que ocupam cidades inteiras. Durante alguns dias, escritores encontram leitores. Debates saem das páginas para ganhar teatros, cafés, praças e ruas. A literatura deixa de ser um ato solitário para se tornar uma experiência coletiva. Talvez sej
Claudia Taulois
16 de jul.5 min de leitura


Os vídeos de um minuto estão mudando o lugar do livro no mundo
Uma notícia vinda da Feira Internacional do Livro de Pequim chamou a atenção do mercado editorial por um movimento que, à primeira vista, parece apenas uma curiosidade de formato. Na China, histórias publicadas em plataformas digitais estão sendo transformadas em microdramas — vídeos de cerca de um minuto, criados para consumo rápido em celulares e redes sociais. Esses conteúdos ganham enorme alcance e, quando despertam forte interesse do público, seguem um caminho inesperado
Claudia Taulois
3 de jul.2 min de leitura


O que permanece quando a última página termina?
Algumas experiências simplesmente não aceitam ser aceleradas. Nos últimos meses, uma tendência curiosa começou a chamar a atenção. Entre a Geração Z, os livros físicos voltaram a ganhar espaço. Os fones com fio, que pareciam destinados aos museus da tecnologia, também estão reaparecendo. Em um mundo cada vez mais digital, conectado e acelerado, cresce o interesse justamente por objetos que exigem menos tecnologia e mais presença. Há quem explique esse movimento pela nostalgia
Claudia Taulois
2 de jul.3 min de leitura


Por que os países que mais leem não são os que têm os maiores clubes do livro?
Quando observamos os clubes do livro mais influentes do mundo, a impressão inicial é clara: eles estão concentrados nos Estados Unidos. Oprah, Reese Witherspoon, Jenna Bush Hager e o Book of the Month moldaram a forma contemporânea de circulação da leitura. Mas essa é apenas uma parte da história. Quando cruzamos índices de leitura, estrutura do mercado editorial e formas de organização cultural, o que emerge é um mapa menos óbvio e mais interessante. Os países que mais leem
Claudia Taulois
30 de jun.2 min de leitura


Os meios passam. As histórias permanecem
O telégrafo desapareceu. As locadoras desapareceram. Os livros continuaram. Em 1997, uma multa de US$ 40 por atraso na devolução de um filme ajudou a dar origem à Netflix. Anos depois, a empresa faria algo ainda mais surpreendente: abandonaria um modelo que era lucrativo para apostar em outro antes que alguém o fizesse por ela. A história é conhecida. Mas ela revela algo muito maior do que a transformação de uma empresa. Ela mostra um padrão que acompanha a humanidade há milh
Claudia Taulois
26 de jun.2 min de leitura


Autoridade não se compra por capítulo. Ela se constrói por trajetória
Em um mundo cada vez mais orientado por títulos, selos, certificados e aparências, tornou-se comum encontrar promessas de autoridade embaladas como oportunidades imperdíveis. Uma delas está no crescimento dos livros colaborativos e coletâneas de coautoria. O modelo é conhecido: dezenas de profissionais são convidados a escrever um capítulo sobre suas experiências, trajetórias ou áreas de atuação. Em troca de uma taxa de participação, recebem um espaço na obra, alguns exemplar
Claudia Taulois
19 de jun.2 min de leitura


Pesquisa e criatividade: uma parceria, não uma disputa
Existe uma parte do processo de escrita pelo qual tenho um carinho especial: a pesquisa. Talvez porque me permita viver experiências completamente diferentes da minha realidade e me leve a lugares que nunca visitei. Ou porque me lembre que escrever não é apenas inventar histórias, mas também descobrir mundos. Muitas vezes, existe a ideia de que a criatividade e a pesquisa ocupam lados opostos da escrita. Como se o escritor precisasse escolher entre a liberdade da imaginação e
Claudia Taulois
16 de jun.3 min de leitura
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