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As migalhas não são o caminho
O Rock in Rio reuniu 90 marcas parceiras em 2026, o maior número desde sua estreia, em 1985. Mais do que o recorde, um artigo publicado no Mundo do Marketing, assinado por Giovanni Rivetti, CMIO da Eletromidia, chama a atenção para uma questão que conheço bem da minha trajetória em comunicação: a importância de conectar diferentes iniciativas em torno de uma estratégia. A experiência do público não começa na entrada do festival nem termina quando os shows acabam. Ela envolve
Claudia Taulois
há 4 dias4 min de leitura


Hiperpersonalização: não podemos esquecer o valor do relacionamento
Ao receber uma mensagem sobre a chegada da era da hiperpersonalização, pensei em uma das lições que minha experiência em comunicação me ensinou: conhecer o cliente é importante, mas construir um relacionamento com ele é algo muito maior. Durante décadas, o marketing e a comunicação desenvolveram diferentes maneiras de aproximar marcas e pessoas. Publicidade, assessoria de imprensa, publicações institucionais, eventos, patrocínios culturais, ações de relacionamento, atendiment
Claudia Taulois
há 5 dias3 min de leitura


Eu e a IA: uma relação em construção
Não é porque amo alguém, seja meu pai, meu filho, meu marido ou um amigo, que preciso concordar com tudo o que dizem. Relações são construídas com diálogo, respeito, confiança e, também, divergências. Saber ouvir não significa aceitar. Discordar não significa deixar de amar. Assim é também a minha relação com a inteligência artificial. Ela consegue processar informações, relacionar conhecimentos e realizar pesquisas em uma velocidade impressionante. Mas isso não significa que
Claudia Taulois
há 6 dias2 min de leitura


A vida imita a arte ou a arte imita a vida?
Minha experiência com comunicação e meu interesse pelo comportamento humano me ensinaram a observar não apenas o que as pessoas dizem, mas também as ideias que ganham espaço, as narrativas que se repetem e as mudanças que, pouco a pouco, passam a fazer parte do cotidiano. Há uma pergunta que desperta minha curiosidade: a vida imita a arte ou a arte imita a vida? Filmes e séries frequentemente apresentam situações que parecem improváveis ou próprias de um futuro distante. Anos
Claudia Taulois
13 de out.4 min de leitura


Quando a conveniência vira princípio. Somos todos hipócritas?
Talvez uma das formas mais perigosas de hipocrisia seja aquela que consegue se apresentar como princípio. Não é simplesmente mentir. É defender uma ideia quando ela nos favorece e encontrar uma justificativa para abandoná-la quando a situação se inverte. Quando o lado muda, adapta o argumento. Se o interesse se modifca, transforma o discurso. E, algumas vezes, muda também a régua com que julgamos o certo e o errado. A hipocrisia não nasceu com as redes sociais, com a política
Claudia Taulois
13 de out.7 min de leitura


Reinventar não significa começar do zero
Quando uma pessoa sente que perdeu o rumo, olhar para a própria história pode ajudar a entender como chegou até ali. Recuperar experiências, reconhecer padrões e reencontrar valores esquecidos são caminhos possíveis para decidir o que precisa mudar. Com as marcas, algo semelhante pode acontecer. A Gap já foi um dos grandes símbolos do varejo americano. Nos anos 1990, vivia uma fase de expansão acelerada. Com o tempo, porém, o excesso de estoque, a dependência de descontos e a
Claudia Taulois
9 de out.3 min de leitura


A ordem dos fatores pode estar errada
Uma discussão importante sobre a Creator Economy ganhou espaço a partir de um problema que não é exatamente novo, mas está ficando mais difícil de ignorar: a falta de transparência sobre os dados que sustentam boa parte das decisões de marcas e criadores. Um estudo do NetLab UFRJ em parceria com o Minderoo Centre for Technology and Democracy, da Universidade de Cambridge, apontou diferenças importantes na abertura de dados publicitários pelas plataformas. Segundo a análise ap
Claudia Taulois
8 de out.2 min de leitura


A narrativa nunca pode estar acima dos fatos
Em comunicação, construir uma narrativa faz parte do trabalho. Uma boa história organiza acontecimentos, cria contexto, aproxima pessoas e ajuda a tornar compreensível aquilo que, isoladamente, poderia parecer apenas um conjunto de informações. O problema começa quando a narrativa deixa de organizar os fatos e passa a substituí-los. Em 2014, Lula contou uma história sobre o período em que fazia oposição e viajava pelo mundo falando sobre os problemas brasileiros. Segundo seu
Claudia Taulois
7 de out.3 min de leitura


A cultura começa onde o discurso termina
Li uma matéria da Forbes sobre os dez CEOs destacados entre os melhores do Brasil em 2026. No fim, fiquei pensando menos sobre o que levou cada um deles até o topo e mais sobre o que acontece depois que alguém chega lá. As trajetórias são muito diferentes. Há quem tenha levado para a vida profissional aprendizados do Exército, quem tenha construído uma carreira internacional, quem tenha começado no varejo ou em uma função técnica, quem tenha ajudado a construir uma operação p
Claudia Taulois
5 de out.4 min de leitura


O que é justiça para você?
Ser tratado da mesma maneira que os outros? Receber aquilo que você considera que merece? Ter as mesmas oportunidades? Saber que as mesmas regras valem para todos? A pergunta parece simples até chegar a uma situação em que o resultado não nos favorece. E é justamente aí que justiça se encontra com comportamento, comunicação e cultura. Porque a forma como entendemos justiça aparece nas relações que construímos, nas regras que criamos, nas decisões que tomamos e na maneira como
Claudia Taulois
2 de out.6 min de leitura


O público não é burro. E o subtexto também comunica.
Durante muito tempo, uma recomendação parecia quase uma regra de convivência: não discuta política, religião ou futebol. Não porque esses assuntos sejam necessariamente proibidos, mas porque eles mexem com algo que vai muito além de opinião. Mexem com identidade, pertencimento, valores, memória e, muitas vezes, com aquilo que as pessoas sentem que precisam defender. Na comunicação, isso ganha outra dimensão. Porque uma marca pode dizer uma coisa e o público entender outra. E
Claudia Taulois
1 de out.5 min de leitura


Algoritmo pede frequência. O público pede motivo para prestar atenção.
Durante muito tempo, produzir conteúdo nas plataformas digitais pareceu obedecer a uma regra simples: é preciso aparecer. Publicar com frequência. Manter o perfil ativo. Alimentar o feed. Não desaparecer. A lógica faz sentido. Quem não publica deixa de ocupar espaço na conversa. E, em ambientes em que milhares de conteúdos disputam atenção a cada minuto, estar presente pode fazer diferença. Mas existe um problema nessa equação: o que acontece quando a frequência passa a deter
Claudia Taulois
30 de set.3 min de leitura


Você nega o óbvio?
Às vezes, o problema não é falta de informação. Os sinais estão ali. A mudança de comportamento. A queda nos resultados. O afastamento. As reclamações. O desgaste. A repetição dos mesmos conflitos. Nós percebemos. Só não gostamos da resposta que eles estão dando. E talvez essa seja uma das razões pelas quais insistimos tanto em determinadas situações. Porque reconhecer o que está acontecendo pode exigir algo que não queremos fazer: mudar de rota, admitir um erro, abrir mão de
Claudia Taulois
25 de set.4 min de leitura


Frio é psicológico. Tempo também?
Não exatamente. O relógio não negocia. Uma hora tem 60 minutos para todo mundo. Mas a relação que temos com o tempo é bastante relativa. Há pessoas que vivem tão ocupadas que mal conseguem parar para pesquisar, ler, estudar ou acompanhar o que acontece ao seu redor. E há outras que, justamente por terem pouco tempo, aprendem a aproveitá-lo melhor. Selecionam, priorizam, otimizam. O paradoxo é que também existe quem tenha tempo de sobra e se perca nele. Em 2024, uma pesquisa d
Claudia Taulois
25 de set.2 min de leitura


O caminho até o público mudou
A Gap resolveu entrar no negócio de uma boy band. Não para simplesmente patrocinar uma turnê ou colocar seu logo em uma camiseta. A parceria com o grupo Just Your Type envolve apresentações, encontros com fãs nas lojas, uma coleção de roupas e uma docussérie sobre a formação da banda. A própria Gap chamou o movimento de “fashiontainment”. A notícia chama atenção porque parece ir além de uma campanha. A marca está entrando em uma história que já tem música, personagens, comuni
Claudia Taulois
24 de set.5 min de leitura


Quando o passado vira negócio, o que não pode ser perdido?
Há um movimento interessante acontecendo no entretenimento. Livros que conquistaram leitores anos atrás estão ganhando novas vidas nas telas. Romances que durante muito tempo foram tratados como literatura menor hoje movimentam streamings, fandoms, eventos, produtos e milhões de espectadores. Não é difícil entender o interesse. Uma história que já encontrou seu público chega à tela acompanhada de algo que qualquer produtor gostaria de ter: uma comunidade emocionalmente envolv
Claudia Taulois
23 de set.4 min de leitura


Como medir o ROI de algo que leva tempo para construir?
O grande problema de quem trabalha com Comunicação e Marketing não é comunicar. É provar o valor do que constrói. Existe uma dificuldade que acompanha profissionais de Comunicação e Marketing há muito tempo: como provar o retorno de algo que não acontece de uma hora para outra? Uma campanha pode gerar cliques, leads, vendas. Isso é relativamente fácil de acompanhar. Mas e quando o objetivo é construir autoridade, reputação, confiança ou influência? Quanto vale uma pessoa que,
Claudia Taulois
18 de set.2 min de leitura


A marca pagou para ser vista. E conseguiu ser odiada.
Como publicitária, com vasta experiência em comunicação, preciso falar sobre algo que me desagrada imensamente, tanto como profissional quanto como consumidora. E fico me perguntando: será que só eu estou enxergando isso? Estou falando das inserções comerciais durante as transmissões esportivas, especialmente quando a tela é dividida e a publicidade compromete a imagem e o som do jogo. Nós nos acostumamos com as interrupções comerciais. Gostemos ou não, aprendemos a conviver
Claudia Taulois
3 de set.3 min de leitura


Não culpe o carteiro pela carta que você não gostou.
Como este é um espaço dedicado à comunicação e ao comportamento, considero importante trazer essa discussão para análise. A polêmica em torno da responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que circula nelas está crescendo. E, embora envolva tecnologia, regulação e liberdade de expressão, ela também diz muito sobre a maneira como nos comunicamos e, principalmente, sobre como reagimos ao que recebemos. A metáfora do carteiro ajuda a começar essa reflexão: não se deve culpar
Claudia Taulois
28 de ago.3 min de leitura


Os posts estão ficando menores. Mas será que nossa capacidade de pensar também está?
Tenho observado algo em diferentes redes sociais: posts menores parecem gerar mais engajamento do que conteúdos mais longos, mesmo quando estes estão organizados em slides e facilitam a leitura. Não é difícil entender por quê. As pessoas parecem cada vez menos dispostas a parar, ler, acompanhar um raciocínio e chegar até o final. E isso diz muito mais do que sobre o formato que funciona melhor nas redes. Diz sobre nossa capacidade de atenção e sobre a profundidade com que est
Claudia Taulois
27 de ago.3 min de leitura
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