Quando uma métrica ganha rosto
- Claudia Taulois
- 24 de ago.
- 2 min de leitura

Existe uma métrica dos sites que, para a maioria das empresas, é apenas um número: o tempo que uma pessoa permanece navegando.
Um levantamento recente com 115 sites encontrou uma mediana de 2 minutos e 42 segundos por sessão.
Estou olhando agora para alguém que já está há 21 minutos no meu site.
E confesso: estou feliz.
Espero que não seja apenas uma aba esquecida aberta no computador. 😄
Mas pode ser que seja uma pessoa realmente navegando por ali. E, como tenho bastante conteúdo, gosto de imaginar que ela encontrou alguma coisa que valeu a pena
continuar lendo.
Para um negócio maior, provavelmente isso aparece em um dashboard, entre dezenas de outras métricas.
Para quem está começando, é diferente.
É quase como abrir uma pequena loja.
Cada pessoa que entra é uma alegria.
No começo, o pequeno comerciante conhece os rostos. Reconhece quem voltou. Aprende alguns nomes. Percebe quem ficou mais tempo olhando os produtos.
Com o crescimento, isso se torna impossível.
O movimento aumenta, os clientes se multiplicam e aqueles rostos deixam de
ser reconhecíveis.
Mas dificilmente se esquece da emoção dos primeiros.
Acho que existe algo parecido para quem constrói na internet.
Os números são importantes. Eles ajudam a entender se estamos chegando às pessoas, se o conteúdo desperta interesse, se o esforço está cumprindo seu papel.
Mas, no começo, eles ainda têm uma dimensão muito mais humana.
Um visitante que permanece. Alguém que volta. Uma pessoa que encontra alguma coisa ali que vale o seu tempo.
É quando uma métrica deixa de ser apenas um número.
Ela vira um pequeno sinal de que aquilo que você colocou no mundo chegou a alguém.
E talvez seja por isso que os números do começo sejam tão especiais.
Eles ainda são pequenos.
Mas carregam uma esperança enorme.



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