top of page

Quando o creator começa a vender, quem é o dono do canal?

  • Foto do escritor: Claudia Taulois
    Claudia Taulois
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Li uma notícia sobre a Centauro que me chamou atenção.


A varejista esportiva já movimentou R$ 185 milhões em vendas por meio do social commerce, que hoje representa mais de 5% de suas vendas digitais. A expectativa é crescer mais de 50% este ano.


Mas o número não foi o que mais me interessou.


A Centauro criou uma plataforma própria para conectar creators, conteúdo, audiência, cliques e vendas. São mais de 600 influenciadores ligados ao esporte, mais de 15 milhões de visualizações mensais e mais de 800 posts por mês.


O movimento confirma algo que venho percebendo há algum tempo: a creator economy está deixando de ser apenas uma conversa sobre influência e começando a se transformar em infraestrutura de negócio.


E isso me leva a uma discussão que venho trazendo por aqui há algum tempo.


Quem me acompanha sabe o quanto tenho falado sobre a importância de construir ecossistemas eficientes.


Não basta conectar.


É preciso organizar as conexões, entender os interesses de cada lado e criar matches inteligentes, capazes de gerar valor para todos os envolvidos.


É exatamente isso que começa a aparecer nesse caso.


A Centauro não está apenas reunindo creators. Está construindo uma infraestrutura capaz de identificar quem tem a audiência mais adequada para determinada categoria, conectar esse creator ao conteúdo, acompanhar o caminho até a compra e transformar o resultado em informação para as próximas decisões.


Ou seja: a tecnologia não está apenas facilitando a conexão. Está aumentando a eficiência

da relação.


E isso vale para muitos outros segmentos.


Em mercados completamente diferentes, fica cada vez mais claro que uma boa infraestrutura pode reduzir a fricção, aproximar os atores certos e tornar mais eficiente um processo que, de outra forma, dependeria de inúmeras conexões individuais.


No caso da Centauro, o creator também deixa de ser remunerado apenas pela exposição que proporciona e passa a participar mais diretamente do valor que ajuda a gerar.


Isso muda os incentivos.


A marca quer resultado.

O creator tem interesse em gerar resultado.


E a plataforma precisa fazer com que os dois encontrem as melhores oportunidades.


O mais interessante é que, nesse modelo, não basta ter muitos seguidores. É preciso encontrar o creator certo para aquela audiência, categoria e produto.


É aí que influência, Marketing e Vendas começam a deixar de funcionar em

compartimentos separados.


E surge uma questão ainda maior:

Quando o creator começa a vender, quem é o dono do canal?


A marca quer controlar a relação comercial.


O creator quer preservar a relação com sua audiência, mas também passa a ter uma relação mais direta com o resultado que gera.


A plataforma quer controlar o ambiente onde essa relação acontece.


E o consumidor começa a descobrir, considerar, confiar e comprar sem necessariamente sair daquele ambiente.


Talvez a grande transformação não seja o creator virar vendedor.


É o comércio começar a se organizar em torno das relações que os creators construíram.


E, nesse cenário, quem conseguir construir a melhor infraestrutura para conectar audiência, conteúdo, relacionamento, dados e transação pode estar construindo muito mais do que um canal de vendas.


Pode estar construindo um novo ecossistema de varejo.


E essa é uma discussão que, cada vez mais, vai muito além da creator economy.


 
 
 

Comentários


Entre em contato!

rtauloismelo@gmail.com

Tel: +55 11 97213-9000

São Paulo - SP - Brasil

  • Amazon
  • TikTok
  • Youtube
  • White Facebook Icon
  • White LinkedIn Icon

©2035 by Claudia Taulois. Powered and secured by Wix

Inscreva-se para receber novidades

bottom of page