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A quem pertence a última palavra?
Mais uma notícia sobre inteligência artificial me causou certo desconforto. Não pelo avanço da tecnologia. A história da humanidade sempre foi marcada por grandes transformações, e aprender a conviver com elas faz parte da nossa evolução. O desconforto veio de outro lugar. Um escritor vencedor de um importante prêmio literário foi acusado de usar inteligência artificial porque detectores concluíram que seu texto apresentava características de uma produção feita por IA. O auto
Claudia Taulois
há 2 dias3 min de leitura


A responsabilidade pela descoberta
Quem decide quais histórias têm a chance de ser encontradas? Há algo de mágico nos festivais literários. Poucos acontecimentos conseguem fazer o que eles fazem: transformar livros, normalmente silenciosos sobre uma estante, em conversas que ocupam cidades inteiras. Durante alguns dias, escritores encontram leitores. Debates saem das páginas para ganhar teatros, cafés, praças e ruas. A literatura deixa de ser um ato solitário para se tornar uma experiência coletiva. Talvez sej
Claudia Taulois
16 de jul.5 min de leitura


Quando a técnica deixa de ser rara, o que passa a ter valor?
Na era da IA, o diferencial deixa de ser a técnica e passa a ser a assinatura. Recentemente, o Spotify lançou uma campanha para divulgar sua nova funcionalidade de compra antecipada de ingressos para assinantes Premium. A novidade, porém, não estava apenas no produto. Em um momento em que a inteligência artificial ganha espaço na publicidade, a empresa optou por um caminho menos óbvio. O filme foi desenhado à mão, quadro a quadro. Os cenários nasceram da caneta antes de serem
Claudia Taulois
6 de jul.3 min de leitura


Os vídeos de um minuto estão mudando o lugar do livro no mundo
Uma notícia vinda da Feira Internacional do Livro de Pequim chamou a atenção do mercado editorial por um movimento que, à primeira vista, parece apenas uma curiosidade de formato. Na China, histórias publicadas em plataformas digitais estão sendo transformadas em microdramas — vídeos de cerca de um minuto, criados para consumo rápido em celulares e redes sociais. Esses conteúdos ganham enorme alcance e, quando despertam forte interesse do público, seguem um caminho inesperado
Claudia Taulois
3 de jul.2 min de leitura


O que permanece quando a última página termina?
Algumas experiências simplesmente não aceitam ser aceleradas. Nos últimos meses, uma tendência curiosa começou a chamar a atenção. Entre a Geração Z, os livros físicos voltaram a ganhar espaço. Os fones com fio, que pareciam destinados aos museus da tecnologia, também estão reaparecendo. Em um mundo cada vez mais digital, conectado e acelerado, cresce o interesse justamente por objetos que exigem menos tecnologia e mais presença. Há quem explique esse movimento pela nostalgia
Claudia Taulois
2 de jul.3 min de leitura


Por que os países que mais leem não são os que têm os maiores clubes do livro?
Quando observamos os clubes do livro mais influentes do mundo, a impressão inicial é clara: eles estão concentrados nos Estados Unidos. Oprah, Reese Witherspoon, Jenna Bush Hager e o Book of the Month moldaram a forma contemporânea de circulação da leitura. Mas essa é apenas uma parte da história. Quando cruzamos índices de leitura, estrutura do mercado editorial e formas de organização cultural, o que emerge é um mapa menos óbvio e mais interessante. Os países que mais leem
Claudia Taulois
30 de jun.2 min de leitura


Os meios passam. As histórias permanecem
O telégrafo desapareceu. As locadoras desapareceram. Os livros continuaram. Em 1997, uma multa de US$ 40 por atraso na devolução de um filme ajudou a dar origem à Netflix. Anos depois, a empresa faria algo ainda mais surpreendente: abandonaria um modelo que era lucrativo para apostar em outro antes que alguém o fizesse por ela. A história é conhecida. Mas ela revela algo muito maior do que a transformação de uma empresa. Ela mostra um padrão que acompanha a humanidade há milh
Claudia Taulois
26 de jun.2 min de leitura


Os rituais secretos por trás das histórias que amamos
Quando lemos um romance que nos emociona ou uma história que parece ter surgido pronta na mente de alguém, é fácil imaginar que escritores vivem à espera de momentos de inspiração. Como se as palavras simplesmente aparecessem. Mas, ao ouvir autores de diferentes épocas, países e estilos, percebe-se algo curioso: por trás de cada livro existe menos magia do que método, menos inspiração do que persistência. Recentemente, ao responder a uma pergunta do Clube do Livro da Reese Wi
Claudia Taulois
25 de jun.3 min de leitura


O perigo de todos estarem certos
O objetivo era inovar. Mas, de repente, ficou tudo igual. Nessa Copa do Mundo, torcedores perceberam algo curioso. Nos pés dos jogadores, predominava a mesma cor: rosa. Nike, Adidas, Puma, Mizuno e outras marcas chegaram praticamente à mesma conclusão para suas coleções. A escolha não foi aleatória. Estudos apontavam que a cor se destacava mais no gramado, transmitia confiança aos atletas e estava alinhada às tendências globais de moda esportiva. Cada empresa fez sua pesquisa
Claudia Taulois
23 de jun.3 min de leitura


Continuar também é uma forma de coragem
Existe uma parte da trajetória de escritores, artistas e criadores que raramente aparece nas entrevistas, nas redes sociais ou nas biografias de sucesso. A parte em que as contas chegam, que o reconhecimento demora e que é preciso conciliar sonhos e sobrevivência. É quando muitos desistem. E é impossível julgá-los. Criar exige tempo, e o tempo, quase sempre, precisa disputar espaço com as responsabilidades da vida. Talvez por isso eu admire tanto aqueles que permanecem. Não p
Claudia Taulois
23 de jun.2 min de leitura


Quantas das histórias em que acreditamos são realmente verdadeiras?
Tanto na vida quanto na arte, há algo que sempre me fascina: perceber como uma única revelação pode mudar completamente a forma como entendemos uma pessoa, uma família, um acontecimento ou até uma vida inteira. Porque, muitas vezes, não vivemos apenas os fatos. Vivemos as histórias que contamos sobre eles. Exemplos disso são dois filmes que vi recentemente. Em Aliados, estrelado por Brad Pitt, uma descoberta inesperada faz com que o protagonista seja obrigado a questionar tud
Claudia Taulois
22 de jun.3 min de leitura


Autoridade não se compra por capítulo. Ela se constrói por trajetória
Em um mundo cada vez mais orientado por títulos, selos, certificados e aparências, tornou-se comum encontrar promessas de autoridade embaladas como oportunidades imperdíveis. Uma delas está no crescimento dos livros colaborativos e coletâneas de coautoria. O modelo é conhecido: dezenas de profissionais são convidados a escrever um capítulo sobre suas experiências, trajetórias ou áreas de atuação. Em troca de uma taxa de participação, recebem um espaço na obra, alguns exemplar
Claudia Taulois
19 de jun.2 min de leitura


Você conhece o projeto da atriz Reese Witherspoon que transformou histórias em uma comunidade global?
Recentemente, comecei a estudar o caso do Reese's Book Club, criado pela atriz Reese Witherspoon, e percebi que seu maior ativo não são os livros. À primeira vista, a explicação para seu sucesso parece simples: uma celebridade recomenda livros para milhões de seguidores e transforma obras em best-sellers. O verdadeiro diferencial não está nos livros. Está na comunidade. A maioria dos clubes de leitura funciona de forma relativamente direta: Livro → leitura → discussão. O mo
Claudia Taulois
15 de jun.3 min de leitura


O que a maior virada da história das finais da NBA pode ensinar aos escritores?
O New York Knicks protagonizou algo que parecia impossível. Perdendo por 29 pontos para o San Antonio Spurs, diante de um cenário que indicava uma derrota praticamente certa, a equipe encontrou forças para reagir e venceu a partida por 107 a 106. Foi a maior virada já registrada em uma final da NBA. Mas o que mais me chamou a atenção não foi o placar. Foi a história. Porque, no fundo, seres humanos são fascinados por histórias de superação. E talvez seja justamente por isso q
Claudia Taulois
12 de jun.3 min de leitura
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