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Quando todo mundo quer uma comunidade, talvez o diferencial volte a ser uma boa história
"Jogo de produtinho disfarçado de comunidade tem um monte por aí. Agora, fazer direito ninguém quer, né?" Li essa frase recentemente, acompanhada de dezenas de relatos semelhantes. Creators convidados para "eventos exclusivos" que nunca resultam em parceria. Produtos enviados com briefing, roteiro, exigências de figurino, maquiagem, aprovação de conteúdo... mas nenhuma remuneração. Tudo em nome de uma suposta comunidade. A crítica me chamou menos atenção do que a palavra esco
Claudia Taulois
há 4 horas3 min de leitura


O vale invisível dos fenômenos
Sempre que alguém se torna um fenômeno, começa uma corrida para explicar o por quê. Uns dizem que foi talento. Outros juram que foi posicionamento. Há quem aponte o algoritmo, o marketing, a comunidade certa ou a estratégia perfeita. Nos últimos anos, também surgiu uma infinidade de especialistas prometendo exatamente isso: o método capaz de tirar qualquer pessoa do anonimato e levá-la ao sucesso. Confesso que nenhuma dessas explicações me convence completamente. Não porque e
Claudia Taulois
há 1 dia3 min de leitura


Certificado de origem: humano
Tenho o hábito de observar fatos, conectar padrões e escrever sobre as transformações do nosso tempo. É quase como costurar uma colcha de retalhos. Cada notícia, cada campanha, cada comportamento é apenas um pedaço de tecido. Sozinho, diz pouco. Mas, quando costurado a tantos outros, começa a revelar um desenho maior. Nas últimas semanas, alguns desses retalhos vieram da publicidade. Outros da literatura, da música, da tecnologia e até de um mercado tão improvável quanto o da
Claudia Taulois
13 de jul.3 min de leitura


Se nunca produzimos tanta cultura, por que está cada vez mais difícil surgir um novo grande nome?
Existe um fenômeno curioso acontecendo na economia criativa. Ele aparece nas paradas musicais, nos festivais, nas listas de livros mais vendidos, nas plataformas de streaming, na publicidade e até nas discussões sobre inteligência artificial. À primeira vista, parecem assuntos desconectados. Mas todos apontam para a mesma pergunta: por que, em uma época que produz tanto conteúdo, é tão difícil ver surgir novos fenômenos culturais? Nos últimos meses, diferentes estudos e repor
Claudia Taulois
8 de jul.3 min de leitura


Depois de um século celebrando o indivíduo, a cultura parece querer reunir as pessoas novamente
Enquanto a Copa do Mundo mobilizava bilhões de pessoas ao redor do planeta, o Cannes Lions reunia, na França, a indústria criativa para discutir o futuro da comunicação. À primeira vista, dois universos completamente diferentes. Mas uma reflexão da produtora executiva Fernanda Germek chamou minha atenção. Ao comentar os dois eventos, ela sugeriu que talvez tanto a Copa quanto Cannes sejam, acima de tudo, fábricas de pertencimento. A expressão ficou comigo, não apenas pela for
Claudia Taulois
7 de jul.4 min de leitura


Quando a técnica deixa de ser rara, o que passa a ter valor?
Na era da IA, o diferencial deixa de ser a técnica e passa a ser a assinatura. Recentemente, o Spotify lançou uma campanha para divulgar sua nova funcionalidade de compra antecipada de ingressos para assinantes Premium. A novidade, porém, não estava apenas no produto. Em um momento em que a inteligência artificial ganha espaço na publicidade, a empresa optou por um caminho menos óbvio. O filme foi desenhado à mão, quadro a quadro. Os cenários nasceram da caneta antes de serem
Claudia Taulois
6 de jul.3 min de leitura


Os vídeos de um minuto estão mudando o lugar do livro no mundo
Uma notícia vinda da Feira Internacional do Livro de Pequim chamou a atenção do mercado editorial por um movimento que, à primeira vista, parece apenas uma curiosidade de formato. Na China, histórias publicadas em plataformas digitais estão sendo transformadas em microdramas — vídeos de cerca de um minuto, criados para consumo rápido em celulares e redes sociais. Esses conteúdos ganham enorme alcance e, quando despertam forte interesse do público, seguem um caminho inesperado
Claudia Taulois
3 de jul.2 min de leitura


Os meios passam. As histórias permanecem
O telégrafo desapareceu. As locadoras desapareceram. Os livros continuaram. Em 1997, uma multa de US$ 40 por atraso na devolução de um filme ajudou a dar origem à Netflix. Anos depois, a empresa faria algo ainda mais surpreendente: abandonaria um modelo que era lucrativo para apostar em outro antes que alguém o fizesse por ela. A história é conhecida. Mas ela revela algo muito maior do que a transformação de uma empresa. Ela mostra um padrão que acompanha a humanidade há milh
Claudia Taulois
26 de jun.2 min de leitura


O perigo de todos estarem certos
O objetivo era inovar. Mas, de repente, ficou tudo igual. Nessa Copa do Mundo, torcedores perceberam algo curioso. Nos pés dos jogadores, predominava a mesma cor: rosa. Nike, Adidas, Puma, Mizuno e outras marcas chegaram praticamente à mesma conclusão para suas coleções. A escolha não foi aleatória. Estudos apontavam que a cor se destacava mais no gramado, transmitia confiança aos atletas e estava alinhada às tendências globais de moda esportiva. Cada empresa fez sua pesquisa
Claudia Taulois
23 de jun.3 min de leitura


Quantas das histórias em que acreditamos são realmente verdadeiras?
Tanto na vida quanto na arte, há algo que sempre me fascina: perceber como uma única revelação pode mudar completamente a forma como entendemos uma pessoa, uma família, um acontecimento ou até uma vida inteira. Porque, muitas vezes, não vivemos apenas os fatos. Vivemos as histórias que contamos sobre eles. Exemplos disso são dois filmes que vi recentemente. Em Aliados, estrelado por Brad Pitt, uma descoberta inesperada faz com que o protagonista seja obrigado a questionar tud
Claudia Taulois
22 de jun.3 min de leitura


Antes de vender um produto, construa uma conversa
Nos últimos dias, acompanhei algumas discussões sobre o crescimento da CazéTV. Como muitas pessoas, me perguntei como um projeto que nasceu na internet conseguiu, em tão pouco tempo, disputar espaço com empresas que levaram décadas para construir suas marcas. É fácil olhar para o presente e enxergar apenas os grandes contratos, os direitos de transmissão, os eventos internacionais e os milhões de espectadores. Mas existe um aspecto dessa história que me chama a atenção. Olhan
Claudia Taulois
17 de jun.3 min de leitura


Pesquisa e criatividade: uma parceria, não uma disputa
Existe uma parte do processo de escrita pelo qual tenho um carinho especial: a pesquisa. Talvez porque me permita viver experiências completamente diferentes da minha realidade e me leve a lugares que nunca visitei. Ou porque me lembre que escrever não é apenas inventar histórias, mas também descobrir mundos. Muitas vezes, existe a ideia de que a criatividade e a pesquisa ocupam lados opostos da escrita. Como se o escritor precisasse escolher entre a liberdade da imaginação e
Claudia Taulois
16 de jun.3 min de leitura


O que a maior virada da história das finais da NBA pode ensinar aos escritores?
O New York Knicks protagonizou algo que parecia impossível. Perdendo por 29 pontos para o San Antonio Spurs, diante de um cenário que indicava uma derrota praticamente certa, a equipe encontrou forças para reagir e venceu a partida por 107 a 106. Foi a maior virada já registrada em uma final da NBA. Mas o que mais me chamou a atenção não foi o placar. Foi a história. Porque, no fundo, seres humanos são fascinados por histórias de superação. E talvez seja justamente por isso q
Claudia Taulois
12 de jun.3 min de leitura
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