top of page

Disco riscado?

  • Foto do escritor: Claudia Taulois
    Claudia Taulois
  • 6 de ago.
  • 2 min de leitura

Existe um momento em que quase todo mundo que compartilha conhecimento começa a se fazer a mesma pergunta:


"Será que estou falando sempre a mesma coisa?"


A sensação é perigosa.


Principalmente quando os resultados demoram a aparecer. É nesse momento que nossa mente tenta encontrar uma explicação para a falta de reconhecimento e cria uma narrativa bastante convincente:

"Talvez eu esteja parecendo um disco riscado."


A partir daí, começamos a nos censurar.


Evitamos determinados temas. Deixamos de compartilhar aquilo que sabemos. Procuramos um assunto novo, uma abordagem diferente, qualquer coisa que

pareça inédita.


Só que existe um detalhe importante.


Enquanto você acredita que está repetindo uma ideia, alguém pode estar entrando em contato com ela pela primeira vez.


Ao pensar que todo mundo já ouviu aquele argumento, novas pessoas chegam todos os dias ao seu perfil, ao seu trabalho ou à sua empresa.


E, principalmente, quem já conhece suas ideias talvez continue voltando justamente por causa delas.


Pense em um cantor.

Quase ninguém compra um ingresso esperando que ele abandone o estilo que o tornou conhecido. Pelo contrário. Vamos ao show porque queremos ouvir aquela voz, aquelas músicas, aquele jeito de interpretar.


A novidade pode existir.

Mas é a identidade que nos faz voltar.


Com quem produz conteúdo acontece exatamente a mesma coisa.


Os especialistas que admiramos costumam falar dos mesmos temas durante anos. O que muda são os exemplos, o contexto, as histórias, a forma de explicar.


A essência permanece.

Não porque lhes faltam ideias.

Mas porque construíram uma maneira própria de enxergar o mundo.


Talvez o "disco riscado" seja apenas o nome que damos à consistência quando ela ainda não produziu os resultados que esperávamos.


Porque reputação não nasce da novidade constante.


Ela nasce da repetição consistente de uma mensagem em que realmente acreditamos.


Curiosamente, uma das frases mais famosas do cinema nunca foi dita exatamente daquela forma. O mundo inteiro conhece "Play it again, Sam.", embora essa não seja a fala original de Casablanca.


Ainda assim, a expressão permaneceu porque traduz uma ideia universal.


Ninguém pede para tocar de novo uma música que não gostou.


As pessoas pedem repetição daquilo que as marcou.


E o mesmo acontece com as nossas ideias.


Antes de desistir de um tema porque ele parece um "disco riscado", vale a pena fazer uma pergunta:

E se justamente essa ideia, repetida com consistência, for aquela pela qual um dia as pessoas passarão a lembrar de você?


Afinal, ninguém diz "play it again" para aquilo que gostaria de esquecer.



 
 
 

Comentários


Entre em contato!

rtauloismelo@gmail.com

Tel: +55 11 97213-9000

São Paulo - SP - Brasil

  • Amazon
  • TikTok
  • Youtube
  • White Facebook Icon
  • White LinkedIn Icon

©2035 by Claudia Taulois. Powered and secured by Wix

Inscreva-se para receber novidades

bottom of page