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Quando a influência se transforma em cultura
Quando a influência se transforma em cultura A nova edição da pesquisa "O Efeito da Influência no Consumo", realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen, traz um dado que ajuda a entender uma transformação importante no comportamento do consumidor brasileiro: 81% dos brasileiros já compraram um produto indicado por um influenciador. Outro resultado chama igualmente a atenção. Em relação à edição anterior da pesquisa, o número de consumidores que recorrem à inteligência art
Claudia Taulois
3 de ago.4 min de leitura


O vale invisível dos fenômenos
Sempre que alguém se torna um fenômeno, começa uma corrida para explicar o por quê. Uns dizem que foi talento. Outros juram que foi posicionamento. Há quem aponte o algoritmo, o marketing, a comunidade certa ou a estratégia perfeita. Nos últimos anos, também surgiu uma infinidade de especialistas prometendo exatamente isso: o método capaz de tirar qualquer pessoa do anonimato e levá-la ao sucesso. Confesso que nenhuma dessas explicações me convence completamente. Não porque e
Claudia Taulois
22 de jul.3 min de leitura


A quem pertence a última palavra?
Mais uma notícia sobre inteligência artificial me causou certo desconforto. Não pelo avanço da tecnologia. A história da humanidade sempre foi marcada por grandes transformações, e aprender a conviver com elas faz parte da nossa evolução. O desconforto veio de outro lugar. Um escritor vencedor de um importante prêmio literário foi acusado de usar inteligência artificial porque detectores concluíram que seu texto apresentava características de uma produção feita por IA. O auto
Claudia Taulois
21 de jul.3 min de leitura


O que nenhuma inteligência artificial pode recriar
A diferença entre uma voz e uma consciência Há notícias que parecem isoladas. Mas raramente são. Quando observadas com alguma distância, começam a revelar um padrão. É justamente nesses padrões que gosto de prestar atenção. Foi isso que aconteceu quando li sobre a chamada necromancia digital. À primeira vista, trata-se de mais um avanço da inteligência artificial: sistemas capazes de reconstruir a voz, a imagem e a forma de se expressar de pessoas que já morreram, utilizando
Claudia Taulois
20 de jul.4 min de leitura


Quando o coração deixou de acelerar?
Houve um tempo em que o amor começava devagar. Bastava uma troca de olhares para o coração disparar. Um sorriso discreto era suficiente para ocupar nossos pensamentos durante dias. O primeiro toque de mãos parecia um acontecimento. A promessa de uma ligação fazia a ansiedade crescer ao longo da tarde inteira. Cartas eram escritas. Bilhetes eram escondidos entre as páginas de um livro. E uma conversa ao telefone podia atravessar horas porque, mais do que ouvir palavras, quería
Claudia Taulois
14 de jul.6 min de leitura


Certificado de origem: humano
Tenho o hábito de observar fatos, conectar padrões e escrever sobre as transformações do nosso tempo. É quase como costurar uma colcha de retalhos. Cada notícia, cada campanha, cada comportamento é apenas um pedaço de tecido. Sozinho, diz pouco. Mas, quando costurado a tantos outros, começa a revelar um desenho maior. Nas últimas semanas, alguns desses retalhos vieram da publicidade. Outros da literatura, da música, da tecnologia e até de um mercado tão improvável quanto o da
Claudia Taulois
13 de jul.3 min de leitura


Quando a escassez muda de lugar
Há algumas semanas, venho escrevendo sobre um movimento que parece atravessar diferentes setores da sociedade. Primeiro, ele apareceu na publicidade. Depois, na literatura. Na música. Na tecnologia. Fenômenos diferentes, mercados distintos, mas todos pareciam apontar para a mesma direção. Quando sinais semelhantes começam a surgir em lugares tão improváveis, gosto de fazer o exercício que dá sentido a este espaço: observar, conectar e escrever. Foi exatamente essa sensação qu
Claudia Taulois
10 de jul.3 min de leitura


O que permanece quando a última página termina?
Algumas experiências simplesmente não aceitam ser aceleradas. Nos últimos meses, uma tendência curiosa começou a chamar a atenção. Entre a Geração Z, os livros físicos voltaram a ganhar espaço. Os fones com fio, que pareciam destinados aos museus da tecnologia, também estão reaparecendo. Em um mundo cada vez mais digital, conectado e acelerado, cresce o interesse justamente por objetos que exigem menos tecnologia e mais presença. Há quem explique esse movimento pela nostalgia
Claudia Taulois
2 de jul.3 min de leitura


Antes de vender um produto, construa uma conversa
Nos últimos dias, acompanhei algumas discussões sobre o crescimento da CazéTV. Como muitas pessoas, me perguntei como um projeto que nasceu na internet conseguiu, em tão pouco tempo, disputar espaço com empresas que levaram décadas para construir suas marcas. É fácil olhar para o presente e enxergar apenas os grandes contratos, os direitos de transmissão, os eventos internacionais e os milhões de espectadores. Mas existe um aspecto dessa história que me chama a atenção. Olhan
Claudia Taulois
17 de jun.3 min de leitura


Você conhece o projeto da atriz Reese Witherspoon que transformou histórias em uma comunidade global?
Recentemente, comecei a estudar o caso do Reese's Book Club, criado pela atriz Reese Witherspoon, e percebi que seu maior ativo não são os livros. À primeira vista, a explicação para seu sucesso parece simples: uma celebridade recomenda livros para milhões de seguidores e transforma obras em best-sellers. O verdadeiro diferencial não está nos livros. Está na comunidade. A maioria dos clubes de leitura funciona de forma relativamente direta: Livro → leitura → discussão. O mo
Claudia Taulois
15 de jun.3 min de leitura
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