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Criatividade é talento. Repertório é combustível.
Li recentemente um texto sobre criatividade com o qual concordo em boa parte. Mas fiquei pensando em um ponto no qual faço uma pequena, porém importante, discordância. Não acho que criatividade seja apenas uma habilidade que se desenvolve com hábitos. Acho que ela também é talento. Há pessoas que têm uma capacidade particular de enxergar conexões, fazer associações improváveis, mudar perspectivas e encontrar possibilidades onde outras não encontram. Isso é talento. Mas talent
Claudia Taulois
4 de set.2 min de leitura


Quando o creator começa a vender, quem é o dono do canal?
Li uma notícia sobre a Centauro que me chamou atenção. A varejista esportiva já movimentou R$ 185 milhões em vendas por meio do social commerce, que hoje representa mais de 5% de suas vendas digitais. A expectativa é crescer mais de 50% este ano. Mas o número não foi o que mais me interessou. A Centauro criou uma plataforma própria para conectar creators, conteúdo, audiência, cliques e vendas. São mais de 600 influenciadores ligados ao esporte, mais de 15 milhões de visualiza
Claudia Taulois
2 de set.2 min de leitura


Será que estamos chamando de estratégia aquilo que só conseguimos identificar depois que deu certo?
Quando uma empresa se destaca, costumamos procurar dentro dela a explicação. O produto. A estratégia. A liderança. O posicionamento. Mas existe uma parte da história que muitas vezes fica invisível: o ecossistema ao redor dela. E ele pode ser tão importante quanto aquilo que a empresa faz. Veja como isso aparece em universos completamente diferentes. Na tecnologia, a Apple não criou apenas aparelhos. Ao abrir espaço para desenvolvedores criarem aplicativos, formou uma rede em
Claudia Taulois
31 de ago.3 min de leitura


E se o problema não fosse falta de dinheiro?
Recentemente escrevi sobre uma ideia que tem ficado cada vez mais forte para mim: e se o dinheiro começasse a procurar os projetos, e não apenas os caminhos tradicionais que hoje fazem a ponte entre projetos e capital? E agora, gostaria de acrescentar mais um elemento a esse raciocínio: o ecossistema. Porque mudar a direção do dinheiro é apenas uma parte da equação. Quando olhamos para uma cadeia de negócios, percebemos quantas oportunidades podem se perder simplesmente porqu
Claudia Taulois
25 de ago.2 min de leitura


E se o Brasil aprendesse a transformar cultura em valor?
Durante muito tempo, o luxo pareceu falar uma língua universal. Francês. Italiano. Europeu. As grandes marcas construíram muito mais do que produtos. Construíram códigos. Desejo. Status. História. Pertencimento. Uma bolsa nunca foi apenas uma bolsa. Um vestido nunca foi apenas um vestido. Havia uma narrativa por trás. Agora, alguma coisa está mudando. A China oferece um dos exemplos mais interessantes desse movimento. Consumidores que durante décadas enxergaram nas grandes ma
Claudia Taulois
18 de ago.6 min de leitura


O que um smartphone e um laboratório podem ensinar sobre comunicação?
Duas campanhas recentes chamaram minha atenção. A primeira veio da Apple. Como parte da plataforma Shot on iPhone, a empresa lançou, no México, a micro novela vertical Nido de Villanas, gravada inteiramente com o iPhone 17 Pro. Em vez de um comercial destacando câmera, zoom ou estabilização de imagem, a marca escolheu um formato que hoje faz parte da rotina de milhões de pessoas: episódios curtos, linguagem de entretenimento e uma narrativa inspirada nas tradicionais telenove
Claudia Taulois
12 de ago.3 min de leitura


Da geopolítica ao entretenimento: a disputa pelos territórios invisíveis
Uma notícia recente chamou minha atenção porque ela revela uma lógica que vai muito além da política internacional. A Índia decidiu mudar sua postura em relação à China. Durante anos, os dois países mantiveram uma relação ambígua: ao mesmo tempo em que são grandes parceiros comerciais, também disputam influência na Ásia e possuem conflitos territoriais históricos. Agora, Nova Délhi parece ter chegado à conclusão de que não basta apenas observar o crescimento da influência chi
Claudia Taulois
11 de ago.3 min de leitura


Boas intenções nunca foram um protocolo de segurança
Durante décadas, aprendemos que algumas tecnologias não podem depender apenas da boa intenção de quem as desenvolve. Laboratórios que manipulam vírus altamente contagiosos possuem múltiplas barreiras de segurança. Instalações nucleares seguem protocolos rigorosos. A aviação comercial construiu uma cultura baseada em redundância, auditorias e investigação permanente de falhas. Não porque essas tecnologias "queiram" causar danos. Mas porque, quando o potencial de impacto cresce
Claudia Taulois
27 de jul.4 min de leitura


O vale invisível dos fenômenos
Sempre que alguém se torna um fenômeno, começa uma corrida para explicar o por quê. Uns dizem que foi talento. Outros juram que foi posicionamento. Há quem aponte o algoritmo, o marketing, a comunidade certa ou a estratégia perfeita. Nos últimos anos, também surgiu uma infinidade de especialistas prometendo exatamente isso: o método capaz de tirar qualquer pessoa do anonimato e levá-la ao sucesso. Confesso que nenhuma dessas explicações me convence completamente. Não porque e
Claudia Taulois
22 de jul.3 min de leitura


A quem pertence a última palavra?
Mais uma notícia sobre inteligência artificial me causou certo desconforto. Não pelo avanço da tecnologia. A história da humanidade sempre foi marcada por grandes transformações, e aprender a conviver com elas faz parte da nossa evolução. O desconforto veio de outro lugar. Um escritor vencedor de um importante prêmio literário foi acusado de usar inteligência artificial porque detectores concluíram que seu texto apresentava características de uma produção feita por IA. O auto
Claudia Taulois
21 de jul.3 min de leitura


O que nenhuma inteligência artificial pode recriar
A diferença entre uma voz e uma consciência Há notícias que parecem isoladas. Mas raramente são. Quando observadas com alguma distância, começam a revelar um padrão. É justamente nesses padrões que gosto de prestar atenção. Foi isso que aconteceu quando li sobre a chamada necromancia digital. À primeira vista, trata-se de mais um avanço da inteligência artificial: sistemas capazes de reconstruir a voz, a imagem e a forma de se expressar de pessoas que já morreram, utilizando
Claudia Taulois
20 de jul.4 min de leitura


O fio invisível que conecta cartas, livros, rádio e inteligência artificial
O fio invisível que conecta cartas, livros, rádio e inteligência artificial Os meios de comunicação mais duradouros não sobrevivem por causa da tecnologia. Sobrevivem porque continuam atendendo a necessidades humanas fundamentais. Quando pensamos na evolução da comunicação, é comum imaginarmos uma sucessão de invenções. A prensa revolucionou o acesso ao conhecimento. O rádio levou a informação para dentro das casas. A televisão acrescentou imagens às histórias. A internet eli
Claudia Taulois
15 de jul.4 min de leitura


Quando o coração deixou de acelerar?
Houve um tempo em que o amor começava devagar. Bastava uma troca de olhares para o coração disparar. Um sorriso discreto era suficiente para ocupar nossos pensamentos durante dias. O primeiro toque de mãos parecia um acontecimento. A promessa de uma ligação fazia a ansiedade crescer ao longo da tarde inteira. Cartas eram escritas. Bilhetes eram escondidos entre as páginas de um livro. E uma conversa ao telefone podia atravessar horas porque, mais do que ouvir palavras, quería
Claudia Taulois
14 de jul.6 min de leitura


Se nunca produzimos tanta cultura, por que está cada vez mais difícil surgir um novo grande nome?
Existe um fenômeno curioso acontecendo na economia criativa. Ele aparece nas paradas musicais, nos festivais, nas listas de livros mais vendidos, nas plataformas de streaming, na publicidade e até nas discussões sobre inteligência artificial. À primeira vista, parecem assuntos desconectados. Mas todos apontam para a mesma pergunta: por que, em uma época que produz tanto conteúdo, é tão difícil ver surgir novos fenômenos culturais? Nos últimos meses, diferentes estudos e repor
Claudia Taulois
8 de jul.3 min de leitura


Depois de um século celebrando o indivíduo, a cultura parece querer reunir as pessoas novamente
Enquanto a Copa do Mundo mobilizava bilhões de pessoas ao redor do planeta, o Cannes Lions reunia, na França, a indústria criativa para discutir o futuro da comunicação. À primeira vista, dois universos completamente diferentes. Mas uma reflexão da produtora executiva Fernanda Germek chamou minha atenção. Ao comentar os dois eventos, ela sugeriu que talvez tanto a Copa quanto Cannes sejam, acima de tudo, fábricas de pertencimento. A expressão ficou comigo, não apenas pela for
Claudia Taulois
7 de jul.4 min de leitura


Quando a técnica deixa de ser rara, o que passa a ter valor?
Na era da IA, o diferencial deixa de ser a técnica e passa a ser a assinatura. Recentemente, o Spotify lançou uma campanha para divulgar sua nova funcionalidade de compra antecipada de ingressos para assinantes Premium. A novidade, porém, não estava apenas no produto. Em um momento em que a inteligência artificial ganha espaço na publicidade, a empresa optou por um caminho menos óbvio. O filme foi desenhado à mão, quadro a quadro. Os cenários nasceram da caneta antes de serem
Claudia Taulois
6 de jul.3 min de leitura
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