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Não apague seu conteúdo
Há autores e criadores que, depois de algum tempo sem encontrar audiência ou reconhecimento, começam a pensar em tirar livros, vídeos ou outros conteúdos de plataformas como Amazon e redes sociais. É compreensível. Mas pode ser um erro olhar para o desempenho de hoje como se ele definisse para sempre o valor de uma obra. Basta observar o que está acontecendo no mercado de conteúdo. Nesta semana, o YouTube anunciou novas ferramentas para transformar Shorts, seus vídeos curtos,
Claudia Taulois
28 de set.3 min de leitura


Qual é o seu maior luto: o que morreu naturalmente ou o que você deixou morrer?
Há coisas que terminam. E há coisas que a gente abandona antes que tenham a chance de acontecer. Às vezes, porque percebemos que não fazem mais sentido. Outras vezes, porque alguém nos convenceu de que não deveriam ser daquele jeito. É curioso como aprendemos a criticar e julgar quem tem muitas ideias. “Você precisa escolher um nicho.” “Precisa focar.” “Não dá para falar de tudo.” E existe verdade nisso. Foco é importante. Sem ele, ideias podem se espalhar tanto que nenhuma e
Claudia Taulois
21 de ago.3 min de leitura


O que um escritor revela sem perceber?
Uma vez, uma pessoa que havia lido um dos meus livros me perguntou: “Você não fica receosa do que as pessoas próximas podem pensar ao ler suas histórias?” Ela pensava especialmente no ambiente de trabalho. No chefe lendo uma cena mais picante. Em alguém conhecido reconhecer um comportamento de um personagem e pensar: “Será que ela é assim?” Sorrindo, respondi que não. Nunca escrevi sobre a minha vida. E basta olhar para as histórias que escrevi para perceber isso. Em Quarto
Claudia Taulois
19 de ago.4 min de leitura


Pela capa, pela sinopse... e por tudo aquilo que fica de fora
"Você escolhe um livro pela capa?" Quase todo leitor responderá que não. Ainda assim, basta entrar em uma livraria para perceber que a capa importa. O título também. A sinopse talvez ainda mais. Nenhum desses elementos determina se uma obra será boa, mas todos influenciam uma decisão silenciosa: dar ou não uma chance àquela história. Existe, porém, uma curiosidade pouco conhecida fora do mercado editorial. Escrever um romance costuma ser mais prazeroso do que escrever sua sin
Claudia Taulois
5 de ago.3 min de leitura


As histórias que herdamos
Recentemente, comecei a assistir à saga da família Dutton por meio de 1883, 1923 e Yellowstone. Enquanto acompanhava cada episódio, percebi que não estava pensando apenas na história daquela família. Estava voltando para a minha. Muito antes de conhecer os Dutton, eu já vivia outra tradição. Meu pai era apaixonado por História. Conhecia batalhas, impérios, personagens e acontecimentos com uma profundidade que sempre me impressionou. Mas o que mais marcou minha infância não fo
Claudia Taulois
29 de jul.3 min de leitura


Quando a literatura deixa de caber na programação oficial
Não estive em Paraty na semana passada. Ainda assim, passei os últimos dias acompanhando a Flip como quem caminha pela cidade. Li a cobertura da imprensa, assisti aos vídeos publicados pelos canais oficiais, acompanhei entrevistas e, principalmente, procurei ouvir as conversas que aconteciam fora dos auditórios. Aquela troca de impressões que raramente aparece na programação, mas costuma revelar muito sobre um evento. Foi desse lugar que nasceu este texto. Um esforço para reu
Claudia Taulois
28 de jul.4 min de leitura


Surpresa... sou um robô
O Substack acaba de anunciar uma parceria com uma ferramenta de detecção de inteligência artificial. A justificativa parece simples: as pessoas têm o direito de saber se um texto foi escrito por um humano ou contou com a ajuda de IA. A reação, como era esperado, dividiu opiniões. Para uns, é uma medida de transparência. Para outros, o início de uma caça às bruxas contra qualquer autor que utilize inteligência artificial em alguma etapa do processo criativo. Faz sentido. Mas t
Claudia Taulois
24 de jul.2 min de leitura


O vale invisível dos fenômenos
Sempre que alguém se torna um fenômeno, começa uma corrida para explicar o por quê. Uns dizem que foi talento. Outros juram que foi posicionamento. Há quem aponte o algoritmo, o marketing, a comunidade certa ou a estratégia perfeita. Nos últimos anos, também surgiu uma infinidade de especialistas prometendo exatamente isso: o método capaz de tirar qualquer pessoa do anonimato e levá-la ao sucesso. Confesso que nenhuma dessas explicações me convence completamente. Não porque e
Claudia Taulois
22 de jul.3 min de leitura


O que nenhuma inteligência artificial pode recriar
A diferença entre uma voz e uma consciência Há notícias que parecem isoladas. Mas raramente são. Quando observadas com alguma distância, começam a revelar um padrão. É justamente nesses padrões que gosto de prestar atenção. Foi isso que aconteceu quando li sobre a chamada necromancia digital. À primeira vista, trata-se de mais um avanço da inteligência artificial: sistemas capazes de reconstruir a voz, a imagem e a forma de se expressar de pessoas que já morreram, utilizando
Claudia Taulois
20 de jul.4 min de leitura


A responsabilidade pela descoberta
Quem decide quais histórias têm a chance de ser encontradas? Há algo de mágico nos festivais literários. Poucos acontecimentos conseguem fazer o que eles fazem: transformar livros, normalmente silenciosos sobre uma estante, em conversas que ocupam cidades inteiras. Durante alguns dias, escritores encontram leitores. Debates saem das páginas para ganhar teatros, cafés, praças e ruas. A literatura deixa de ser um ato solitário para se tornar uma experiência coletiva. Talvez sej
Claudia Taulois
16 de jul.5 min de leitura


Os vídeos de um minuto estão mudando o lugar do livro no mundo
Uma notícia vinda da Feira Internacional do Livro de Pequim chamou a atenção do mercado editorial por um movimento que, à primeira vista, parece apenas uma curiosidade de formato. Na China, histórias publicadas em plataformas digitais estão sendo transformadas em microdramas — vídeos de cerca de um minuto, criados para consumo rápido em celulares e redes sociais. Esses conteúdos ganham enorme alcance e, quando despertam forte interesse do público, seguem um caminho inesperado
Claudia Taulois
3 de jul.2 min de leitura


O que permanece quando a última página termina?
Algumas experiências simplesmente não aceitam ser aceleradas. Nos últimos meses, uma tendência curiosa começou a chamar a atenção. Entre a Geração Z, os livros físicos voltaram a ganhar espaço. Os fones com fio, que pareciam destinados aos museus da tecnologia, também estão reaparecendo. Em um mundo cada vez mais digital, conectado e acelerado, cresce o interesse justamente por objetos que exigem menos tecnologia e mais presença. Há quem explique esse movimento pela nostalgia
Claudia Taulois
2 de jul.3 min de leitura


Por que os países que mais leem não são os que têm os maiores clubes do livro?
Quando observamos os clubes do livro mais influentes do mundo, a impressão inicial é clara: eles estão concentrados nos Estados Unidos. Oprah, Reese Witherspoon, Jenna Bush Hager e o Book of the Month moldaram a forma contemporânea de circulação da leitura. Mas essa é apenas uma parte da história. Quando cruzamos índices de leitura, estrutura do mercado editorial e formas de organização cultural, o que emerge é um mapa menos óbvio e mais interessante. Os países que mais leem
Claudia Taulois
30 de jun.2 min de leitura


Os rituais secretos por trás das histórias que amamos
Quando lemos um romance que nos emociona ou uma história que parece ter surgido pronta na mente de alguém, é fácil imaginar que escritores vivem à espera de momentos de inspiração. Como se as palavras simplesmente aparecessem. Mas, ao ouvir autores de diferentes épocas, países e estilos, percebe-se algo curioso: por trás de cada livro existe menos magia do que método, menos inspiração do que persistência. Recentemente, ao responder a uma pergunta do Clube do Livro da Reese Wi
Claudia Taulois
25 de jun.3 min de leitura


O perigo de todos estarem certos
O objetivo era inovar. Mas, de repente, ficou tudo igual. Nessa Copa do Mundo, torcedores perceberam algo curioso. Nos pés dos jogadores, predominava a mesma cor: rosa. Nike, Adidas, Puma, Mizuno e outras marcas chegaram praticamente à mesma conclusão para suas coleções. A escolha não foi aleatória. Estudos apontavam que a cor se destacava mais no gramado, transmitia confiança aos atletas e estava alinhada às tendências globais de moda esportiva. Cada empresa fez sua pesquisa
Claudia Taulois
23 de jun.3 min de leitura


Quantas das histórias em que acreditamos são realmente verdadeiras?
Tanto na vida quanto na arte, há algo que sempre me fascina: perceber como uma única revelação pode mudar completamente a forma como entendemos uma pessoa, uma família, um acontecimento ou até uma vida inteira. Porque, muitas vezes, não vivemos apenas os fatos. Vivemos as histórias que contamos sobre eles. Exemplos disso são dois filmes que vi recentemente. Em Aliados, estrelado por Brad Pitt, uma descoberta inesperada faz com que o protagonista seja obrigado a questionar tud
Claudia Taulois
22 de jun.3 min de leitura


Autoridade não se compra por capítulo. Ela se constrói por trajetória
Em um mundo cada vez mais orientado por títulos, selos, certificados e aparências, tornou-se comum encontrar promessas de autoridade embaladas como oportunidades imperdíveis. Uma delas está no crescimento dos livros colaborativos e coletâneas de coautoria. O modelo é conhecido: dezenas de profissionais são convidados a escrever um capítulo sobre suas experiências, trajetórias ou áreas de atuação. Em troca de uma taxa de participação, recebem um espaço na obra, alguns exemplar
Claudia Taulois
19 de jun.2 min de leitura


Antes de vender um produto, construa uma conversa
Nos últimos dias, acompanhei algumas discussões sobre o crescimento da CazéTV. Como muitas pessoas, me perguntei como um projeto que nasceu na internet conseguiu, em tão pouco tempo, disputar espaço com empresas que levaram décadas para construir suas marcas. É fácil olhar para o presente e enxergar apenas os grandes contratos, os direitos de transmissão, os eventos internacionais e os milhões de espectadores. Mas existe um aspecto dessa história que me chama a atenção. Olhan
Claudia Taulois
17 de jun.3 min de leitura


Você conhece o projeto da atriz Reese Witherspoon que transformou histórias em uma comunidade global?
Recentemente, comecei a estudar o caso do Reese's Book Club, criado pela atriz Reese Witherspoon, e percebi que seu maior ativo não são os livros. À primeira vista, a explicação para seu sucesso parece simples: uma celebridade recomenda livros para milhões de seguidores e transforma obras em best-sellers. O verdadeiro diferencial não está nos livros. Está na comunidade. A maioria dos clubes de leitura funciona de forma relativamente direta: Livro → leitura → discussão. O mo
Claudia Taulois
15 de jun.3 min de leitura
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