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Muitas opções, poucos vínculos?
Durante muito tempo, o crescimento das empresas foi associado à capacidade de conquistar novos clientes. Mais campanhas, mais investimentos em aquisição, mais conversões. Mas existe uma questão fundamental nessa equação: de que adianta ampliar a carteira se os clientes não encontram motivos para permanecer? Em artigo publicado no Mundo do Marketing, Ana Flávia Martins, CMO da Algar, chama a atenção para essa questão. O crescimento sustentável não depende apenas de conquistar
Claudia Taulois
há 12 horas2 min de leitura


As migalhas não são o caminho
O Rock in Rio reuniu 90 marcas parceiras em 2026, o maior número desde sua estreia, em 1985. Mais do que o recorde, um artigo publicado no Mundo do Marketing, assinado por Giovanni Rivetti, CMIO da Eletromidia, chama a atenção para uma questão que conheço bem da minha trajetória em comunicação: a importância de conectar diferentes iniciativas em torno de uma estratégia. A experiência do público não começa na entrada do festival nem termina quando os shows acabam. Ela envolve
Claudia Taulois
há 4 dias4 min de leitura


Hiperpersonalização: não podemos esquecer o valor do relacionamento
Ao receber uma mensagem sobre a chegada da era da hiperpersonalização, pensei em uma das lições que minha experiência em comunicação me ensinou: conhecer o cliente é importante, mas construir um relacionamento com ele é algo muito maior. Durante décadas, o marketing e a comunicação desenvolveram diferentes maneiras de aproximar marcas e pessoas. Publicidade, assessoria de imprensa, publicações institucionais, eventos, patrocínios culturais, ações de relacionamento, atendiment
Claudia Taulois
há 5 dias3 min de leitura


Reinventar não significa começar do zero
Quando uma pessoa sente que perdeu o rumo, olhar para a própria história pode ajudar a entender como chegou até ali. Recuperar experiências, reconhecer padrões e reencontrar valores esquecidos são caminhos possíveis para decidir o que precisa mudar. Com as marcas, algo semelhante pode acontecer. A Gap já foi um dos grandes símbolos do varejo americano. Nos anos 1990, vivia uma fase de expansão acelerada. Com o tempo, porém, o excesso de estoque, a dependência de descontos e a
Claudia Taulois
9 de out.3 min de leitura


A ordem dos fatores pode estar errada
Uma discussão importante sobre a Creator Economy ganhou espaço a partir de um problema que não é exatamente novo, mas está ficando mais difícil de ignorar: a falta de transparência sobre os dados que sustentam boa parte das decisões de marcas e criadores. Um estudo do NetLab UFRJ em parceria com o Minderoo Centre for Technology and Democracy, da Universidade de Cambridge, apontou diferenças importantes na abertura de dados publicitários pelas plataformas. Segundo a análise ap
Claudia Taulois
8 de out.2 min de leitura


Você ainda se sente desejado? Saiba que esse não é um problema só seu.
A Nike está tentando recuperar uma coisa que nenhuma estratégia consegue fabricar facilmente: desejo. A marca continua enorme. Continua reconhecida, tendo história, tecnologia, atletas, produtos icônicos e uma das identidades mais fortes do mundo. Mas isso não tem sido suficiente. No primeiro trimestre fiscal de 2027, a receita caiu 4%, para US$ 11,2 bilhões. Na China, as vendas recuaram 22% e já são nove trimestres consecutivos de queda. A Jordan, que representa 13% do negóc
Claudia Taulois
7 de out.3 min de leitura


O público não é burro. E o subtexto também comunica.
Durante muito tempo, uma recomendação parecia quase uma regra de convivência: não discuta política, religião ou futebol. Não porque esses assuntos sejam necessariamente proibidos, mas porque eles mexem com algo que vai muito além de opinião. Mexem com identidade, pertencimento, valores, memória e, muitas vezes, com aquilo que as pessoas sentem que precisam defender. Na comunicação, isso ganha outra dimensão. Porque uma marca pode dizer uma coisa e o público entender outra. E
Claudia Taulois
1 de out.5 min de leitura


Algoritmo pede frequência. O público pede motivo para prestar atenção.
Durante muito tempo, produzir conteúdo nas plataformas digitais pareceu obedecer a uma regra simples: é preciso aparecer. Publicar com frequência. Manter o perfil ativo. Alimentar o feed. Não desaparecer. A lógica faz sentido. Quem não publica deixa de ocupar espaço na conversa. E, em ambientes em que milhares de conteúdos disputam atenção a cada minuto, estar presente pode fazer diferença. Mas existe um problema nessa equação: o que acontece quando a frequência passa a deter
Claudia Taulois
30 de set.3 min de leitura


O caminho até o público mudou
A Gap resolveu entrar no negócio de uma boy band. Não para simplesmente patrocinar uma turnê ou colocar seu logo em uma camiseta. A parceria com o grupo Just Your Type envolve apresentações, encontros com fãs nas lojas, uma coleção de roupas e uma docussérie sobre a formação da banda. A própria Gap chamou o movimento de “fashiontainment”. A notícia chama atenção porque parece ir além de uma campanha. A marca está entrando em uma história que já tem música, personagens, comuni
Claudia Taulois
24 de set.5 min de leitura


Quando o passado vira negócio, o que não pode ser perdido?
Há um movimento interessante acontecendo no entretenimento. Livros que conquistaram leitores anos atrás estão ganhando novas vidas nas telas. Romances que durante muito tempo foram tratados como literatura menor hoje movimentam streamings, fandoms, eventos, produtos e milhões de espectadores. Não é difícil entender o interesse. Uma história que já encontrou seu público chega à tela acompanhada de algo que qualquer produtor gostaria de ter: uma comunidade emocionalmente envolv
Claudia Taulois
23 de set.4 min de leitura


Como medir o ROI de algo que leva tempo para construir?
O grande problema de quem trabalha com Comunicação e Marketing não é comunicar. É provar o valor do que constrói. Existe uma dificuldade que acompanha profissionais de Comunicação e Marketing há muito tempo: como provar o retorno de algo que não acontece de uma hora para outra? Uma campanha pode gerar cliques, leads, vendas. Isso é relativamente fácil de acompanhar. Mas e quando o objetivo é construir autoridade, reputação, confiança ou influência? Quanto vale uma pessoa que,
Claudia Taulois
18 de set.2 min de leitura


A marca pagou para ser vista. E conseguiu ser odiada.
Como publicitária, com vasta experiência em comunicação, preciso falar sobre algo que me desagrada imensamente, tanto como profissional quanto como consumidora. E fico me perguntando: será que só eu estou enxergando isso? Estou falando das inserções comerciais durante as transmissões esportivas, especialmente quando a tela é dividida e a publicidade compromete a imagem e o som do jogo. Nós nos acostumamos com as interrupções comerciais. Gostemos ou não, aprendemos a conviver
Claudia Taulois
3 de set.3 min de leitura


Quando o creator começa a vender, quem é o dono do canal?
Li uma notícia sobre a Centauro que me chamou atenção. A varejista esportiva já movimentou R$ 185 milhões em vendas por meio do social commerce, que hoje representa mais de 5% de suas vendas digitais. A expectativa é crescer mais de 50% este ano. Mas o número não foi o que mais me interessou. A Centauro criou uma plataforma própria para conectar creators, conteúdo, audiência, cliques e vendas. São mais de 600 influenciadores ligados ao esporte, mais de 15 milhões de visualiza
Claudia Taulois
2 de set.2 min de leitura


Será que estamos chamando de estratégia aquilo que só conseguimos identificar depois que deu certo?
Quando uma empresa se destaca, costumamos procurar dentro dela a explicação. O produto. A estratégia. A liderança. O posicionamento. Mas existe uma parte da história que muitas vezes fica invisível: o ecossistema ao redor dela. E ele pode ser tão importante quanto aquilo que a empresa faz. Veja como isso aparece em universos completamente diferentes. Na tecnologia, a Apple não criou apenas aparelhos. Ao abrir espaço para desenvolvedores criarem aplicativos, formou uma rede em
Claudia Taulois
31 de ago.3 min de leitura


O que um smartphone e um laboratório podem ensinar sobre comunicação?
Duas campanhas recentes chamaram minha atenção. A primeira veio da Apple. Como parte da plataforma Shot on iPhone, a empresa lançou, no México, a micro novela vertical Nido de Villanas, gravada inteiramente com o iPhone 17 Pro. Em vez de um comercial destacando câmera, zoom ou estabilização de imagem, a marca escolheu um formato que hoje faz parte da rotina de milhões de pessoas: episódios curtos, linguagem de entretenimento e uma narrativa inspirada nas tradicionais telenove
Claudia Taulois
12 de ago.3 min de leitura


Disco riscado?
Existe um momento em que quase todo mundo que compartilha conhecimento começa a se fazer a mesma pergunta: "Será que estou falando sempre a mesma coisa?" A sensação é perigosa. Principalmente quando os resultados demoram a aparecer. É nesse momento que nossa mente tenta encontrar uma explicação para a falta de reconhecimento e cria uma narrativa bastante convincente: "Talvez eu esteja parecendo um disco riscado." A partir daí, começamos a nos censurar. Evitamos determinados t
Claudia Taulois
6 de ago.2 min de leitura


Pela capa, pela sinopse... e por tudo aquilo que fica de fora
"Você escolhe um livro pela capa?" Quase todo leitor responderá que não. Ainda assim, basta entrar em uma livraria para perceber que a capa importa. O título também. A sinopse talvez ainda mais. Nenhum desses elementos determina se uma obra será boa, mas todos influenciam uma decisão silenciosa: dar ou não uma chance àquela história. Existe, porém, uma curiosidade pouco conhecida fora do mercado editorial. Escrever um romance costuma ser mais prazeroso do que escrever sua sin
Claudia Taulois
5 de ago.3 min de leitura


Da audiência à presença: estamos entrando na era dos KPIs de relacionamento?
Li recentemente um post de um cineasta contando sua experiência ao exibir um curta-metragem para uma plateia de 38 pessoas. Ele dizia que ficou mais nervoso diante daquela pequena sala cheia do que ao acompanhar centenas de visualizações nas redes sociais. A comparação parecia simples: 38 pessoas presentes podem representar mais do que 500 views em uma tela. Nos comentários, a conversa ganhou ainda mais profundidade. Um deles dizia que "38 superfãs valem mais do que 3.800 pes
Claudia Taulois
4 de ago.3 min de leitura


Quando a influência se transforma em cultura
Quando a influência se transforma em cultura A nova edição da pesquisa "O Efeito da Influência no Consumo", realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen, traz um dado que ajuda a entender uma transformação importante no comportamento do consumidor brasileiro: 81% dos brasileiros já compraram um produto indicado por um influenciador. Outro resultado chama igualmente a atenção. Em relação à edição anterior da pesquisa, o número de consumidores que recorrem à inteligência art
Claudia Taulois
3 de ago.4 min de leitura


Surpresa... sou um robô
O Substack acaba de anunciar uma parceria com uma ferramenta de detecção de inteligência artificial. A justificativa parece simples: as pessoas têm o direito de saber se um texto foi escrito por um humano ou contou com a ajuda de IA. A reação, como era esperado, dividiu opiniões. Para uns, é uma medida de transparência. Para outros, o início de uma caça às bruxas contra qualquer autor que utilize inteligência artificial em alguma etapa do processo criativo. Faz sentido. Mas t
Claudia Taulois
24 de jul.2 min de leitura
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